Catarina Ribeiro segunda na S. Silvestre de Madrid

Catarina Ribeiro segunda na S. Silvetsre de Madrid (foto organização)

Catarina Ribeiro esteve presente na S. Silvestre Vallecana, em Madrid, prova com enorme participação, onde obteve o segundo lugar da corrida.

A atleta do Sporting, foi apenas superada pela etíope Gelete Burka, que “só” conseguiu a segunda melhor marca da prova(30:55), impedida que foi, por uma moto da organização, de continuar o ritmo diabólico que trazia à entrada do estádio de Vallecas.

Foi uma organização atribulada, já que outra etíope, Tirunesh Dibaba, foi impedida de viajar para correr a prova espanhola porque o seu passaporte caducará daqui por seis meses, ficando retida no seu país por causa disso.

Indiferente a estes problemas organizativos, a portuguesa Catarina Ribeiro fez a sua prova e conseguiu um brilhante segundo lugar (32.41), à frente da britânica Aly Dixon (32.57).

Em masculinos, o triunfo pertenceu ao queniano Eric Kiptanui (27.34), à frente do seu compatriota Amos Kirui (27.48) e do espanhol Toni Abadía (28.24).

Bolzano também para africanos

Favorito à partida, o campeão mundial de 5.000m, o etíope Muktar Edris (28.45), foi o vencedor da S. Silvestre de Bolzano, derrotando os marroquinos Soufiane Bouqantar (29:07) e Hicham Amghar (29:08). O italianao Yemane Crippa foi quarto (29:25), à frente da nova sensação europeia em maratona, o norueguês Sondre Nordstad Moen.

Em femininos, duas quenianas nos primeiros lugares, Agnes Tirop (15:30) e Margaret Kipkemboi (15:58), com a britânica Stephanie Twell (16:03) no terceiro lugar.

Ataque aos “pipocas”

Em S. Paulo, na 93ª edição da S. Silvestre, a chuva fez a sua aparição, mas não impediu Dawitt Fikadu Admasu, do Barhain, de vencer a prova pela segunda vez (também vencera em 2014) em 44.17. Subiram ainda ao pódio, o etíope Belay Bezabh (44.33) e o queniano Edwin Rotich (44.43), que teve de recuperar após sofrer uma queda.

Em femininos, triunfo queniano por parte de Flomena Cheyech Daniel, que após o segundo lugar de 2016 conseguiu agora triunfar (49.15), à frente das etíopes Sintayehu Hailemichael (50.55) e Birhane Dibaba (50.77).

A prova paulista, com 30 mil corredores, fez um esforço enorme para evitar o flagelo dos “pipocas” (corredores sem inscrição e sem dorsal que invadem o percurso), que no ano passado atingiu um número recorde de 15 mil. Forças de segurança privadas e públicas tentaram estancar o fenómeno, mas ainda assim registaram-se alguns “pipocas” (penetras, como dizemos por cá).

Luanda para angolanos

Entretanto, 2017 marcou nova viragem na S. Silvestre de Luanda, que ficou sem orçamento para atletas estrangeiros e que conheceu 925 corredores chegados no final.
Simão Manuel, do 1º de Agosto, foi o vencedor em 31.28 minutos, à frente dos atletas do Inter de Angola, Alexandre João (31.35) e David Elias (31.36).

Em femininos, a vitória foi para a atleta Adelaide Machado, do Inter de Angola (36.41), que derrotou a sua colega de equipa Luciana Viengo (37.34), subindo ao terceiro lugar do pódio a atleta do 1º de Agosto, Josefina Gabriel Batista (38.41).

As dificuldades da organização foram-se acumulando e só na véspera da prova (logo após terminar o seu trabalho na S. Silvestre de Lisboa), um técnico da cronometragem electrónica voou para Luanda para poder cronometrar a competição!