DNA realizado no Algarve foi aprovado

Selecção da Andaluzia triunfa no "test event" DNA

Este fim-de-semana, o Algarve, mais concretamente a pista de Vila Real de Santo António, recebeu o segundo “test event” da fórmula de competição, o “Dynamic New Athletics” (DNA), que a Associação Europeia de Atletismo pretende realizar nos Jogos Europeus de Minsk’2019, como MelhorMarca.pt aqui anunciou.

Tal como havia acontecido no primeiro “test event” desta fórmula (que segundo alguns dos elementos ligados ao projecto, não foi propriamente um êxito), em Wimbledon Park, esta competição tem um cariz mais colectivo e consiste em 10 provas que se realizam em duas horas (e aqui, ao contrário de Inglaterra, a organização portuguesa foi excelente, com um atraso apenas de quatro minutos).

A competição abre com o “trackathlon” (uma volta à pista com corrida de 50 m com arrasto/5 kg, peso com pés juntos, passagem de três obstáculos, comprimento a pés juntos e nova corrida), depois o salto em comprimento femininos, o dardo masculino e a altura feminino (os atletas têm de escolher as alturas que querem passar, sem conhecimento uns dos outros). Seguem-se as corridas tradicionais de velocidade e barreiras (que neste teste foram os 60 metros e os 60 metros barreiras, corridas separadas por sexo e uma estafeta mista de 4×400 m. A prova final, a “apanhada”, uma estafeta mista de 800-600-400-200 m, com cada equipa a partir ao mesmo tempo mas de acordo com a diferença de pontuação até esse momento. Assim, a equipa que estiver à frente parte da linha normal, e as restantes partirão mais atrás tantos metros quantos os pontos de diferença para a equipa líder. Quem cortar a meta em primeiro lugar ganha o DNA.

Seis clubes, triunfo da selecção andaluz

Formação do Vidigalense, que ficou em terceiro lugar (Tiago Pires lançou o dardo a 60,20 metros)

Portugal foi convidado a receber este “test event” e a FPA aceitou o repto convidando a Associação de Atletismo do Algarve para se juntar à organização. A partir daqui foram escolhidos os participantes com uma selecção da Andaluzia e outro do Algarve, e as equipas portuguesas do Benfica, Juventude Vidigalense, JOMA e Maia.

Nesta segunda edição do DNA, a formação vencedora foi a selecção de Andaluzia, seguida de equipa de juniores do Benfica e em terceiro lugar ficou o Juventude Vidigalense.

Segundo elementos ligados à organização deste segundo DNA, o resultado final deixou satisfeitos os elementos da AEA. A prova tem uma dinâmica própria, não há provas a decorrer em paralelo (uma só começa quando a outra termina), e tudo é regido ao minuto (no Algarve apenas se registou um atraso de quatro minutos). Existem coisas a limar, principalmente nos saltos, mas também noutras situações. Para os organizadores foi uma experiência intensa, e para os dirigentes, treinadores e atletas, a informação era dada na hora, mercê de uma aplicação que está associada a este evento, da OpenTrack, e tudo poderá ser mais interessante para o público que tiver também esta aplicação e pelos meios normais de informação da prova, como marcadores e écrans.

Este formato será discutido pela AEA em abril e conhecerá uma nova experiência prática em julho, em Minsk, Bielorússia, cidade que receberá os Jogos Europeus.