Meia Maratona de Lisboa procura recorde mundial

Carlos Móia, apresenta a edição 2018 da Meia Maratona de Lisboa

Meia Maratona de Lisboa quer recorde mundial

A EDP Meia Maratona de Lisboa está de volta. Hoje foi a apresentação da prova que se realizará no dia 11 de março, e que vai ter este ano a “melhor elite de sempre”, garantia do presidente do Maratona Clube de Portugal, na conferência de imprensa.

“Este ano teremos a melhor elite de sempre”, disse Carlos Móia, desenrolando o novelo: “Vamos ter em prova três atletas com tempos no minuto 58, e sete com 59”, sendo um deles o recordista mundial, Zersenay Tadese, da Eritreia, que em 2010 colocou o recorde do Mundo em 58.23 minutos, e que regressa a Lisboa com a esperança de que “possa bater essa marca”.

 


Para isso, contará com algumas “lebres”, mas acima de tudo com a oposição de outros dois atletas com tempos abaixo dos 59 minutos, o queniano Sammy Kitwara (58.48) – vencedor da prova em 2016 – e o queniano Stanley Biwot (58.56), e ainda o campeão olímpico de maratona em Londres 2012, o ugandês Stephen Kiprotich.

Mais, na luta por esse possível recorde do mundo, que vale um prémio de 50.000 euros, vão estar também seis atletas com tempos abaixo da hora.

 

45 atletas olímpicos

“Temos feito uma grande aposta para aumentar a qualidade internacional da Meia Maratona de Lisboa”, afirmou Carlos Móia, lembrando que a ‘meia’ que atravessa a ponte 25 Abril, contará com 45 atletas olímpicos, na prova feminina, a queniana Alice Aprot, vice-campeã mundial de corta-mato, que se estreia na distância, tal como a tal como a vice-campeã olímpica de 3000 m obstáculos, a etíope Sofia Asefa, bem como as quenianas Joan Chelimo Melly (66.25) e Brigid Kosgei (66.35), para além de outras três atletas com marcas na ordem dos 67 minutos.

E, como já se verificou noutras edições, “teremos sete atletas de topo que pretendem estrear-se nesta prova, que é uma das mais rápidas do Mundo.

22.000 atletas inscritos

Uma das t-shirts da prova

A prova conta já com 22.000 atletas inscritos, apesar de, como disse o presidente do Maratona, “termos tomado medidas para diminuir alguns abusos com os dorsais gratuitos que fornecíamos”.

Carlos Móia, a finalizar, destacando o envolvimento cada vez maior das autarquias, de Lisboa e Almada, na prova, não deixou de lamentar o facto de o Turismo de Portugal continuar a alhear-se “escandalosamente de grandes eventos que trazem importantes benefícios económicos para o país, como é o caso das provas que organizamos. Contamos sempre com milhares de estrangeiros que trazem as famílias e são um aporte significativo à nossa economia».

Uma das novidades na Meia Maratona de Lisboa reside no facto de haver t-shirts técnicas para os corredores da meia e também da mini (embora diferentes).

Veja aqui as declarações finais do presidente do Maratona, Carlos Móia.