Final do nacional de clubes: um Benfica – Sporting ao rubro!

Chegou a hora da competição colectiva da pista coberta, com a realização das finais da primeira e da segunda divisões do nacional de clubes.

32 formações, de 23 clubes diferentes estarão na pista da Expocentro em Pombal. Apenas nove formações dos dois sexos são do mesmo clube, e seis delas pertencem a clubes da primeira divisão (Benfica, Sporting, SC Braga, Vidigalense, Estreito e Jardim da Serra), com o Maia a ter homens na primeira divisão e mulheres na segunda, e o Grecas e A Sª do Desterro, com masculinos e femininos na segunda divisão.

São equipas com grande historial de presenças (ver aqui quadro dos participantes e as suas classificações no ano passado) nas finais de clubes, quer em pista coberta, quer ao ar livre.

Contudo, uma vez mais, a luta pelo triunfo parece estar destinada a Benfica e Sporting, com os encarnados a serem favoritos em masculinos (mas com uma margem tão reduzida que não podem ter falhas!), e os verde-e-brancos a serem incontestados favoritos em femininos.




Sporting, 17 – Benfica, 7

Na competição masculina, que apenas conheceu Sporting (17 títulos) e Benfica (7 títulos) como vencedores, no ano passado os leões triunfaram por cinco pontos, mas essa não foi a menor diferença, já que em 2013 o Benfica venceu por dois pontos. Isto no que se refere ao período que começou em 2010, ano em que se iniciou o atual figurino de competição. Ao invés, a maior diferença pontual surgiu em 2015, com o Benfica a superiorizar-se por 37 pontos ao Juventude Vidigalense, então segundo classificado à frente do Sporting.

Falámos no Vidigalense, que neste período foi ainda mais quatro vezes ao pódio (ver quadro), mas que precisamente desde o ano em que foi segundo nunca mais lá conseguiu subir.

Nestes dois últimos anos, o Seia e o SC Braga chegaram a esse patamar, e este ano a equipa minhota é, de novo, favorita a esse lugar.

Este será um campeonato a acompanhar prova a prova, dado o equilíbrio entre Benfica e Sporting que podem, teoricamente, vencer individualmente todas as provas. E serão muitos os despiques, com as equipas a terem de confirmar apenas os seus “titulares” até à reunião técnica, mas será a oportunidade de assistir a desempenhos de atletas como Nelson Évora, Pedro Pichardo, Tsanko Arnaudov, Marco Fortes, Rasul Dabo, Hélio Vaz, etc., etc.

Sporting para manter hegemonia

A hegemonia do Sporting é tão avassaladora que só os números resumem tudo: 22 títulos de campeão nacional, contra um do Benfica e um do FC Porto!

Desde 2011 que as leoas não perdoam e a maior diferença pontual surgiu em 2015, quando derrotaram o Vidigalense por 32 pontos! E já deram 24 pontos de diferença em 2011 e 2012 e a diferença mais curta foi de 10 pontos! No ano passado o Sporting derrotou o Benfica por esclarecedores 21 pontos, e este ano espera-se que o resultado seja desnivelado, mas não tanto, já que o Sporting tem algumas baixas, enquanto o Benfica tem atletas a subir de forma.

Vidigalense ao pódio e Braga à espreita

Na luta pelo pódio, o Vidigalense (com presença assídua desde 2013) volta a estar na primeira linha, pese embora ter perdido atletas importantes, mas soube reforçar-se em pontos fortes onde até pode discutir o triunfo, mas terá de estar atento à formaçã do Braga (que não sobe ao pódio desde 2011).

Não se espera que as outras equipas, tirando o Estreito e o Jardim Serra, possam imiscuir-se nestas lutas. Deixamos aqui os últimos pódios (desde 2010) da I divisão.

Segunda divisão é uma incógnita

Como sempre, disputa-se também a final da segunda divisão, com os campeões nacionais do ano passado também em competição: em masculinos, o Campismo de S. João da Madeira, em femininos, a Fundação Salesianos (“herdeira” da equipa Salesianos de Manique), mas aqui a competição é muito mais aberta e tudo poderá acontecer.

Ficamos aqui com os pódios (desde 2010) da II divisão.

Tudo para acompanhar em Pombal, amanhã (a partir das 13 horas – início das provas da II Divisão) e domingo (a partir das 12.45).

Mais informações e inscritos na página da FP Atletismo.