Birmingham’2018: Do favorito Nelson Évora à estafeta estreante

Nelson Évora a iniciar o concurso em Torun (captura de écran)

Começa amanhã em Birmingham o Campeonato do Mundo de Pista Coberta (Bimringham’2018), prova que existe desde 1985 (então denominados Jogos Mundiais), e entre a comitiva portuguesa, Nelson Évora, que dentro de cerca de um mês completará 34 anos, apresenta-se como um dos favoritos no triplo salto para subir ao pódio. Para muitos, a questão é saber em qual, face aos atributos do atleta português que, habitualmente, se transcende nas grandes competições.

Este favoritismo alicerça-se no facto de, já nesta época de inverno, Nelson Évora ter atingido marcas idênticas a 2008 (saltou 17,30, ficando a três centímetros do seu recorde), ano em que conseguiu uma medalha de bronze, em Valência, e depois se sagrou campeão olímpico.

Se bem que as suas marcas dariam para entrar na competição, o facto de ter vencido o circuito de pista coberta da IAAF deu-lhe um “wild card” que nem precisa utilizar, mas sedimenta essa candidatura ao pódio.

A marca de Nelson é a segunda melhor do ano, apenas superado pelo brasileiro Almir dos Santos (17,37), que não tem histórico nestas competições, ao contrário do veterano (40 anos) italiano Fabrizio Donato.

A final directa disputa-se a partir das 19:08 de sábado, no terceiro e penúltimo dia de competições, como pode ver no calendário. Pode também consultar o medalheiro português.

 




 

Tsanko é candidato à final

Embora a esmagadora maioria dos portugueses comece a competir sexta-feira (já lá iremos), o sábado, como já vimos, é o dia mais importante porque terá, para além de Évora, a presença de Tsanko Arnaudov nos 19 inscritos para o lançamento do peso, que será final directa (ver calendário).

Tsanko já não é um desconhecido no Mundo, graças à medalha de bronze conseguida no Europeu de 2016 (Amesterdão), e no ano passado, no Europeu “indoor” de Belgrado, ficou perto do pódio, com recorde nacional.

Recorde-se que tem a sétima marca do ano (21,27) e estarão em Birmingham alguns dos atletas que têm melhor que ele, como o checo Tomás Stanek (22,17) e o polaco Konrad Bukowiecki (22,00). Será também uma prova “aberta” e muito disputada.

Lecabela a abrir…

A pentatlonista Lecabela Quaresma é a atleta que começa a exibir as cores portuguesas em Birmingham’2018. A participar com um convite da IAAF, numa prova que tem 12 atletas, a atleta do Vidigalense tem a 10ª marca de entre as suas adversárias. A sua prova ocorrerá toda na sexta-feira, de manhã à noite, e o seu objectivo será ultrapassar o seu recorde pessoal e “atacar” o recorde de Portugal de Naide Gomes.

Seguem-se depois, as eliminatórias de 60 metros, onde estará Lorene Bazolo, que esta época já correu em 7,27 e quer chegar ao recorde nacional de Lucrécia Jardim. Se assim for, poderá chegar à meia-final.

Estafeta a fechar

Nos 400 metros Portugal terá como representante Cátia Azevedo, que surpreendeu nos campeonatos nacionais de clubes, ao conseguiu a marca de qualificação com um recorde pessoal. Será difícil, mas não impossível, chegar às meias-finais.

Mesmo que não avance nos 400 metros, Cátia Azevedo subirá de novo à pista na tarde de sábado, acompanhada de Dorothé Évora, Filipa Martins e Rivinilda Mentai. Este será o quarteto português numa participação inédita de uma estafeta feminina em competições de pista coberta. Embora a selecção portuguesa seja a que tem o pior registo das restantes participantes, sem qualquer tipo de pressão, é bem possível que o recorde nacional possa cair em Birmingham’2018.

Resumo da selecção portuguesa

 




 

Recordes de Portugal das provas com portugueses

Ver histórico dos portugueses.