Genzebe Dibaba reina em Birmingham’2018

Triunfo imperial de Genzebe Dibaba (Getty Images for IAAF)

As três provas de hoje foram tão rápidas que nem deu para aquecer o pavilhão de Birmingham’2018. Apenas houve alguma emoção na única corrida do dia, os 3000 metros femininos, onde a favorita, Genzebe Dibaba, conseguiu revalidar o título mundial.

O primeiro quilómetro foi muito lento (3.14), e a etíope deixou-se ficar no fim do pelotão. Quando a alemã Konstanze Klosterhalfen (7ª no final) veio para a frente impor ritmo mais forte, Dibaba veio para a frente, para não se deixar surpreender e o segundo quilómetro já foi corrido abaixo de 3 minutos (2.52), e atacou com um último quilómetro em 2.37, para cortar a meta em 8.45,05 minutos, e ver chegar perto a holandesa Sifan Hassan, a “aparecer” (talvez um pouco tarde, face ao que se viu) nas últimas voltas para ser vice-campeã, com a sua melhor marca da época (8.45,68), não deixando a escocesa Laura Muir (8.45,78) ir além do bronze para a Grã-Bretanha. Outra favorita, a queniana Helen Obiri (campeã mundial ao ar livre), foi apenas quarta (8.49,66).

Poderosos russos (sem bandeira) na altura

Esteve pouco público no pavilhão de Birmingham’2018 e quase nem chegou a aquecer no salto em altura, “despachado” em cerca de uma hora. Dois colchões no centro da pista, masculinos e femininos ao mesmo tempo.

Danil Lysenko, campeão surpreende Barshim (Photo by Stephen Pond/Getty Images for IAAF)

Em masculinos, o russo Danyl Lisenko (que era o segundo melhor do ano com 2,37), passou 2,36 à terceira tentativa depois de ter visto o qatari Mutaz Essa Barshim falhar essa altura (ficou pelos 2,33) e sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. E não quis saltar mais! O bronze foi para o alemão Mateusz Przybylko (2,29).

Mariya Lasitskene, numa imagem de cima (Photo by Michael Steele/Getty Images for IAAF)

Já em femininos, Mariya Lasitskene consumou a sua 38ª vitória consecutiva (poderia ser mais se não a tivessem impedido de competir nos Jogos do Rio 2016. Quando toda a gente ficou de fora, passou 2,01 m, ainda tentou os 2,07, mas ainda não foi desta. Depois três atletas ficaram com 1,93 m: a norte-americana Vashti Cunningham, a italiana Alessia Trost, no seu melhor salto da época, e a britânica Morgan Lake, que ficou fora das medalhas por mais derrubes nas tentativas anteriores.

Amanhã há mais.