12 desclassificações numa jornada em Birmingham’2018

A infracção de Chelimo (imagem tv)

É o caso dos Mundiais e está a propagar-se que nem acácias nos Estados Unidos… Esta sessão matinal em Birmingham’2018 conheceu 12 (!) desclassificações, incluindo a de Paul Chelimo, medalha de prata nos JO Rio 2016, um dos norte-americanos esperados para lutar pelo ouro na prova de 3000 m. A razão foi pisar fora da corda numa das curvas.

Segundo os norte-americanos, e o próprio Chelimo, o atleta perdeu o equilíbrio devido à vibração e à trajectória do homem na frente e, segundo eles, isso não importa, nem importa que Chelimo não ganhe nenhuma vantagem concebível do único passo fora da pista.

Só importa que ele deu o passo na curva da pista e não na linha recta.

Sem protesto dos EUA

A federação norte-americana não protestou, porque é uma evidência (ver foto).

“É devastador”, disse Chelimo, depois que saber da decisão. «O que eu estava fazendo não era intencional … Eu saí da pista por desequilíbrio”.

A parte irónica é que a desqualificação de Chelimo abriu a porta para o compatriota Shadrack Kipchirchir, para avançar para a final, o que não conseguiu directamente na pista, sendo depois repescado.

Mas Chelimo foi apenas um dos 12 que ficaram de fora nas duas provas, sendo uma delas – inédita – de toda uma série de 400 m.

 




 

Abaixo está uma lista completa de atletas desclassificados de manhã. Apenas três delegações (Granada, Costa Rica e Alemanha) apresentaram protestos em nome dos seus atletas, mas todos foram rejeitados.

Contudo, não faltam críticas ao júri de Birmingham’2018, atendendo ao que se passou no final dos 3000 metros femininos de ontem, na qual a holandesa Sifan Hassan foi correndo para as pistas de fora impedindo a escocesa Laura Muir de chegar à prata.

Sifan Hassan: “Cansada fico sem controlo”

Após a corrida, Hassan negou conscientemente impedir Muir e afirmou “quando estou cansada, não posso controlar meu corpo”.

Já a escocesa, com “fair play”, referiu que não se lembrava de ser impedida.

Nos Estados Unidos questiona-se porque os juízes tenham sido tão escrupulosos com o livro de regras nesta manhã, mas não viram motivos para indagar a Hassan – embora o seu comportamento claramente tenha pelo menos em consideração a Regra 163.2 (b) da competição da IAAF, que afirma “se outro atleta for considerado pelo Árbitro para ser responsável pelo empurrão ou obstrução, tal atleta (ou sua equipe) será passível de desqualificação desse evento “.

As duas atletas (e também Genzebe Dibaba) voltam a correr hoje, nas eliminatórias dos 1500 metros, e poderão encontrar-se de novo na final.