Um comprimento à medida de um mundial Birmingham’2018

Juan Miguel Echevarria o mais jovem campeão mundial em comprimento (foto Getty Images for IAAF)

A jornada vespertina do segundo dia trouxe muitas emoções ao Mundial de Birmingham’2018. Nas finais do dia, destaque para a medalha de ouro da britânica Katarina Johnson-Thompson no pentatlo, com 4750 pontos (melhor marca do ano), deixando a austríaca Ivona Dadic na segunda posição com 4700 pontos, e a cubana Yorgelis Rodriguez a chegar ao bronze com um recorde de Cuba (4637 pontos).

Nesta prova, esteve Lecabela Quaresma que à chegada à última prova, os 800 metros, era 10ª e perseguia o seu recorde pessoal. Com várias melhores marcas do ano em provas combinadas, a atleta do Vidigalense correu os 60 m barreiras em 8,51, saltou 1,76 em altura, lançou o peso a 14,12 m, e saltou 6,01 m em comprimento.

Na corrida final, terminou os 800 metros em 2.19,85, o que deu para subir ao oitavo lugar no pentatlo, com a melhor marca do ano, 4424 pontos. Ficou a 49 pontos do recorde pessoal. Recorde-se que ela começou o pentatlo com a 10ª marca entre as concorrentes e conseguiu um lugar de finalista.

Katarina Johnson-Thompson campeã de pentatlo (foto Getty Images for IAAF)

Que comprimento: quatro centímetros entre os três primeiros!

Muito emocionante foi a prova do comprimento em Birmingham’2018, com muita alternância na liderança e quatro centímetros a separar o primeiro do terceiro. O jovem cubano Juan Miguel Echevarría (19 anos), começou a liderar com 8,19 m, e depois melhorou para 8,28. Entretanto, o sul-africano Luvo Manyonga tinha feito dois grandes saltos… nulos, e ao terceiro acertou em 8,33, passando para a frente. Entretanto Marquis Dendy (EUA) saltara 8,02 e o chinês Yhuao Shi passara 8,01. Passando aos últimos saltos, foi a “loucura”. Manyonga saltou 8,44 , o cubano saltou 8,36 e o africano 8,44! Mais, no quinto ensaio, o americano Jarrion Lwason saltou 8,14 e o chinês 8,12! Mas Dendy voltou a “jogo” e acertou em 8,42. Manyonga fez nulo e Echevarría atira-se a 8,46!

Nos últimos quatro saltos nada mudou. O cubano tornou-se o mais jovem campeão de sempre (destronou Ivan Pedroso, que se estreara no ouro mundial com 20 anos!), e depois ficou Manyonga com recorde de África e Dendy com recorde pessoal. Esta foi a melhor final de sempre em termos de densidade de resultados (apenas Maebashi’1999), em que Ivan Pedroso fez 8,62 – melhor marca em mundiais – à frente do espanhol Yago Lamela – 8,56 -, e antes em Paris’1997, com o mesmo Pedroso a vencer em 8,51, com o russo Kirill Sosonov e o americano Joe Greene a saltarem 8,41!).

 




 

 

Três mulheres acima de 19 m no peso

No peso feminino, triunfo da favorita Anita Marton, da Hungria, com a melhor marca mundial do ano (19,62m), mas apenas a 40ª marca em mundiais!

Subiram ainda ao pódio, a jamaicana Danniel Thomas-Dodd (19,22), com recorde nacional e com uma medalha inédita de lançamentos femininos do seu país, e a chinesa Lijiao Gong em terceiro (19,08), com a melhor marca do ano.

Chegada espectacular dos 60 metros (foto Getty Images for IAAF)

Velocidade estonteante

Na última prova da noite, a final dos 60 metros femininos, a surpreendente e na última corrida da noite, surpresa com o triunfo de Murielle Ahoure (30 anos), da Costa do Marfim, em 6,97 segundos, a melhor marca mundial do ano!

Ela que conquistara as medalhas de prata em 2012 e 2014, conquistou agora o ouro, à custa da sua compatriota Marie-Josee Ta Lou (7,05), com recorde pessoal, e a mais surpreendente das medalhas, o bronze, para a suíça Mujinga Kambundji, também com 7,05!

Quanto aos apuramentos…

Nas restantes provas, outro favorito ao ouro nos 800 m, o norte-americano Donavan Brazier, foi desclassificado, e Adam Kszczot, da Polónia, fica menos apertado para o título. Mas cuidado com o espanhol de Arriba!

Nos 1500 metros femininos apuraram-se para a final, as protagonistas dos 3000 m: Dibaba, Muir e Hassan…

Nos 400 metros femininos, as norte-americanas Wimbley e Okolo partem como favoritas na final e na mesma prova masculina, o espanhol Oscar Husillos voltou a arrasar, sendo o melhor com 45,69 segundos. Recorde de Espanha. Mas ainda lá está o americano Cherry e o checo Maslak…

Amanhã temos mais (ver calendário), com Tsanko Arnaudov e Nelson Évora, e podemos ir consultando resultados.