Mo Farah com contrato de um milhão não corre por dinheiro

Mo Farah, quando esteve em Lisboa, e bateu recorde europeu de meia maratona

Em declarações reproduzidas pelo “Daily Mail” online, o britânico Mo Farah insiste que a nova carreira de maratona não é motivada pelo dinheiro, afirmando mesmo que o objetivo de Tóquio 2020 é agora “mais realista”.

Mo Farah negou sugestões de que está a apostar nas provas de estrada pelo dinheiro e diz que está cada vez mais confiante de que a sua experiência de maratona o levará aos Jogos Olímpicos de Tóquio’2020.

O atleta de 34 anos corre amanhã na Vitality Big Half, em Londres, meia maratona que faz parte do plano para a Maratona de Londres em Abril e novamente em 2019.

Um milhão de libras para correr duas vezes em Londres

Esses compromissos em Londres são parte de um pacote lucrativo no valor de um milhão de libras (um milhão e 100 mil euros, aproximadamente) para o campeão olímpico em quatro vezes, mas quando questionado se a sua mudança da pista era pelo dinheiro, ele afirmou: “Não. Eu não estaria a competir se eu não gostava de correr e do desporto. Se repararmos bem, houve outros atletas, como Haile Gebrselassie (o campeão olímpico de 10.000 m e ex-recordista mundial de maratona), que o fizeram e tiveram sucesso”.

 




 

 

A viver na Grã-Bretanha, com o financiamento da federação britânica neste ciclo olímpico, resta saber se Farah pode fazer as melhorias significativas necessárias para ser competitivo nos 42 km, e se consegue ultrapassar o cepticismo de algumas figuras britânicas sobre as intenções genuínas de passar para esta distância para os Jogos de 2020.

Quatro meses com novo treinador

Passados quatro meses com o seu novo treinador, Gary Lough, Farah afirmou que correr em Tóquio é “mais realista. Definitivamente estou mais confiante na maratona. Mas eu corri 2:08 em 2014 e o objetivo é melhorar isso. Veremos como será. Londres é grande. É definitivamente mais realista”. E adianta, “vamos ver como será a maratona. Eu ainda estarei competindo em um nível alto.

Será apenas nas estradas e não na pista. Eu estava a assistir aos mundiais de pista Birmingham’2018 e confesso que os meus pensamentos estavam na pista. Mas meu trabalho agora é para superar a maratona de Londres e talvez Tóquio’2020.

Competir com os melhores para ser melhor

Para Farah, o objectivo agora “competir com os melhores da estrada. Se estiver lá, na luta, estarei mais perto das medalhas. O importante para os próximos dois anos é aprender mais sobre a maratona e melhorar.

Alberto Salazar em Birmingham’2018

Entretanto, quem está em Birmingham a assistir aos mundiais é o ex-treinador de Farah, Alberto Salazar, e para o Daily Mail, isso é intrigante (mas para nós não, já que Salazar é treinador de atletas que estão na luta pelas medalhas, como Yomif Kejelcha, da Etiópia, e Sifan Hassan, da Holanda), e Farah frisou que apesar da proximidade não houve “nenhum contacto” com Salazar.