Do recorde de Portugal às finais do peso e triplo de Birmingham’2018

Tom Walsh conseguiu primeiro recorde dos campeonatos

A manhã de sábado conheceu duas finais, triplo-salto feminino e peso masculino, que prenderam a atenção de todos no pavilhão de Birmingham’2018.

A final mais esperada (para nós) da manhã de sábado de Birmingham’2018 foi o lançamento do peso, com a presença de Tsanko Arnaudov, que fez 19,93 ao segundo ensaio, com os outros nulos. Ficou no 12º lugar e não conseguiu chegar aos oito primeiros para mais ensaios, naquela que foi uma das melhores finais de peso de sempre!

O vencedor, Thomas Walsh, da Nova Zelândia, foi o primeiro de todos a lançar e “atirou” logo a 22,13 metros! Ninguém mais lá conseguiu chegar e Walsh fez ainda a mesma marca (!) no terceiro ensaio. Depois foram nulos até ao último ensaio: 22,31, recorde dos campeonatos, da Oceânia, da Nova Zelândia!

Um brasileiro a bater recordes

Entretanto, na luta pelos melhores lugares, o brasileiro Darlan Romani surpreendeu com um primeiro lançamento a 21,23 metros, recorde do Brasil, e melhorou no último para 21,37, agora também recorde da América do Sul! Mesmo assim, não conseguiu chegar às medalhas, pois David Storl, da Alemanha, fez 21,44, a mesma marca de Tomas Stanek, da República Checa. No quinto lugar, Mesud Pezer (Bósnia), fez recorde nacional com 21,15, e depois ficaram os americanos Darrell Hill (21.06), recorde pessoal, e Ryan Whiting (21,03). O Polaco Bukowiecki, que este ano já lançou 22 metros, agora não chegou aos 21 (20,99).

Pela primeira vez foi preciso lançar quase 21 metros para o oitavo lugar!

Ficamos aqui com o terceiro lançamento de Tsanko Arnaudov.

Recorde de Portugal na estafeta

Momento bom, não demasiado alto, foi a presença da estafeta portuguesa nos 4×400 metros, com o quarteto composto por Filipa Martins, Cátia Azevedo, Rivinilda Mentai e Dorothee Évora, na sua primeira presença em mundiais, a conseguir um excelente recorde de Portugal com 3.35,43, melhorando o anterior recorde (3.41,51), que pertencia a uma equipa do Sporting desde 2016, em mais de cinco segundos!
O quarteto português ficou no oitavo lugar entre as dez selecções convidadas.

Filipa Martins, Cátia Azevedo, Rivinilda Mentai e Dorothée Évora, da esquerda para a direita, fizeram um recorde histórico (foto FPA)

A venezuelana do clã Pedroso

Antes, tinha acontecido a final do triplo, com a venezuelana Yulimar Rojas em prova, nada fica “seguro”, já que ela gosta do espectáculo (um pouco como a colombiana Caterine Ibarguen). O seu primeiro salto (14,24), pareceu displicente e a jamaicana Kimberly Williams mostrou que estava ali para as medalhas (14,41). As duas foram saltando a esse nível (Williams até saltou mais, 14,48m) até á terceira ronda, quando apareceram Ana Peleteiro (14,18) e Andreea Panturoiu (14,16). 

Na quarta ronda, definiram-se todas as posições até ao quinto lugar, excepto o primeiro lugar. Rojas fez 14,36, Williams fez 14,31, Peleteiro subiu para 14,40 (recorde de Espanha), Panturoiu fez 14,33 e a americana Keturah Orji fez 14,28. No 5º ensaio definiu-se tudo, com Rojas a voar para 14,63 (melhor marca mundial do ano) e Orji ainda fez 14,31.
Longe das cinco primeiras ficou a grega Paraskevi Papachristou (sexta com 14,05) e mais três atletas passaram os 14 metros.
Apesar do bom nível, o triplo salto tem uma final, Budapeste’2004, em que a vencedora, a russa Tatyana Lebedeva fez 15,36 e a oitava, a ucraniana Yelena Govorova, saltou 14,59. Ou seja, com a marca que lhe deu o segundo título mundial, Rojas seria oitava em 2004!

As três primeiras no triplo (foto IAAF)

Uma outra curiosidade, Rojas e Peleteiro são duas atletas que treinam em Madrid com o cubano Ivan Pedroso, treinador de Nelson Évora, que poderá sair de Inglaterra com três medalhas!

Nas outras provas…

Nas restantes provas, não houve surpresas nos 60 metros masculinos, e os 1500 metros parecem uma prova mais aberta, embora tenham um campeão olímpico apurado para a final, Abdelaati Iguider, e nos 800 m também não há surpresas e a favorita será Francine Nyonsabo.
Já nos 4×400 metros masculinos, americanos, belgas, polacos e britânicos prontos para a luta pelas medalhas.

Já agora, no final do dia de hoje, termina o heptatlo masculino. Na frente, no final das primeiras seis provas, está o francês Kevin Mayer (campeão mundial ao ar livre), com 5471 pontos, e o canadiano Damian Warner, com 5437 pontos. Os 1000 metros terão de ser feitos a voar!