Nelson Évora com medalha e recorde em Birmingham’2018

Nelson Évora voou para recorde

Guardado estava o bocado… assim começa o ditado. E estava guardado um lugar no pódio para Nelson Évora nos Mundiais de Birmingham’2018.

Aos 33 anos, o português voltou a colocar-se entre os maiores do triplo salto, e com o bronze deste sábado tem a sua nona medalha em grandes competições.

Com uma garra competitiva impressionante, que o levou a recuperar de lesões muito graves, Nelson Évora reeditou o feito conseguido há 10 anos atrás, quando conseguiu idêntica medalha nos mundiais de Valência.

Em Birmingham, o nosso compatriota bateu o recorde de Portugal (17,33, desde 2008), que já lhe pertencia, com a marca de 17,40. Era a melhor marca em finais de mundiais de pista coberta desde 2012.

Ouro a três centímetros

Mas o português viria a perder o ouro de Birmingham’2018 por três centímetros, ao ser ultrapassado pelo campeão mundial de 2012, o norte-americano Will Claye (17,43) e por um centímetro pelo brasileiro Almir dos Santos (17,41).

Com este resultado, Nelson Évora conseguiu a sua nona medalha em grandes competições internacionais. Uma carreira surpreendente e singular. Recorde-se que se sagrou campeão mundial em 2007 e Olímpico em 2008 e depois atravessou um longo período de lesões entre 2010 e 2011 e mais tarde entre 2012 e 2014, voltando ao mais alto nível em 2015 conquistando ainda medalhas de ouro em europeus de pista coberta (2015 e 2017), prata no mundial ao ar livre de 2009, e bronze nos mundiais ao ar livre de 2015 e 2017, e nos mundiais de pista coberta, em 2008 e 2018!

Uma curiosidade: com a medalha de Nelson Évora, o seu treinador actual, Ivan Pedroso, leva para Madrid três medalhas: ouro e bronze no triplo feminino, bronze no triplo masculino

 




 

 

Nas restantes finais, muita emoção e grandes resultados

No salto com vara feminino, triunfo da norte-americana Sandi Morris, que no seu último salto passou 4,95, derrotando a russa Anzhelika Sidorova, que estava na frente até 4,90! Pior ficou a grega Ekaterini Stefanidi (4,80), que perdeu a invencibilidade que durava há 19 competições! E, também, continua a faltar-lhe o ouro em mundiais de pista coberta.

Kevin Mayer, vencedor do heptatlo (foto Getty Images for the IAAF)

No heptatlo, final dramático nos 1000 m, com o francês Kevin Mayer a defender-se ao máximo para somar 6348 pontos (melhor marca mundial do ano, vencendo a competição por cinco pontos, à frente do canadiano Damian Warner, que fez 6343 pontos (recorde do Canadá).

Americanos dominam velocidade em Birmingham’2018

Nas provas de velocidade, os norte-americanos triunfaram – Christian Coleman venceu os 60 m em 6,37, e Kendra Harrison obteve a sua primeira grande medalha nos 60 m barreiras, com 7,70, e Courtney Okolo venceu os 400 m (50,55).

A prova de 60 m barreiras feminina (Getty Images for the IAAF)

Nos 800 metros, vitória sofrida do polaco Adam Kszczot nos 800 metros (1.47,47); enquanto nos 400 metros masculinos, aconteceu uma final dramática, com os dois primeiros (um deles o espanhol Husillos que tinha corrida em 44,93, que seria recorde Europoeu), a serem desclassificados, indo o ouro para o checo Pavel Maslak (45,47).

Finalmente, começam a faltar palavras para qualificar a etíope Genzebe Dibaba, que obteve a segunda medalha de ouro, agora nos 1500 metros (4.05.27), outra vez derrotando as mesmas atletas (Laura Muir e Sifan Hassan) que tinha encontrado nos 3000 m.

Dibaba continua a espalhar beleza e competitividade (foto Getty Images for the IAAF)

Estados Unidos lideram em medalhas

Os Estados Unidos lideram o medalheiro graças às provas de hoje. Até ontem só tinham duas medalhas (uma de prata, outra de bronze), só hoje conseguiram 10, sendo cinco de ouro, quatro de prata e uma de bronze. O que o medalheiro não refere são as medalhas obtidas pelos atletas russos, que estão a competir como atletas neutros, sem bandeira!