Pichardo ainda não poderá competir como português

Reunião em Bimringham (Foto IAAF)

Neste segundo dia do Conselho da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo), uma das decisões ali tomadas dizia respeito às mudanças de nacionalidade, assunto em que Portugal tem algum interesse, especialmente pelas naturalizações já concretizadas pela burocracia nacional, dos casos dos atletas luso-cubanos do Benfica, Pedro Pichardo e Raidel Acea.

Com este adiamento, ainda não será possível aos mais recentes portugueses competirem sob a nossa bandeira em provas da égide da IAAF, havendo a remota hipótese de que possa acontecer a tempo do Europeu que se realizará em Agosto, em Berlim. Mas, se as novas regras se aplicarem aos casos pendentes, apenas poderão participar como portugueses na época de 2020/2021.

As alterações propostas

Mas, voltemos à IAAF. Seguindo as recomendações do Grupo de Trabalho de Transferência de Nacionalidade, o Conselho concordou com um conjunto de princípios relativos às transferências de nacionalidade no atletismo, que incluem:

–  Um período mínimo de espera de três anos para os atletas que desejam transferir de um país para outro;

 – O estabelecimento de um painel de avaliação que determinará a credibilidade das candidaturas;

– Evidência de que os países estão oferecendo plena cidadania e direitos associados;

– A previsão de que um atleta pode transferir-se apenas uma vez na carreira;

– Que nenhuma transferência seja autorizada a menores de 20 anos.

Enquanto estas regras específicas estão a ser elaboradas para aprovação na reunião de Julho do Conselho, em Buenos Aires, o actual congelamento da IAAF nas transferências permanecerá em vigor.

Esta foi uma das decisões do Conselho da IAAF.