As curiosas estatísticas do Mundial de Birmingham’2018

Filipa Martins, Cátia Azevedo, Rivinilda Mentai e Dorothée Évora, da esquerda para a direita, fizeram um recorde histórico

Durante os mundiais de pista coberta Birmingham’2018, foram utilizadas muitas ferramentas tecnológicas que dão mais indicações sobre as performances dos atletas.

Os “chips”, de nome técnico “transponders”, permitem ver as marcas que cada corredor fez em cada 100 metros, com a curiosidade de nos apercebermos das velocidades terminais de alguns atletas, como o que o polaco Adam Kzczot fez nos últimos 200 metros (25,05) para vencer os 800 metros. Mas ele não foi o mais rápido, pois o americano Drew Windle fez 25,01!

E que dizer da prova feminina de Genzebe Dibaba, que nas últimas sete voltas foi de prego a fundo: 35.04, 33.69, 32.44, 32.12, 31.35, 31.10 e 30.44. Ele fez os segundos 1500 metros mais rápidos 4:03.76, mesmo assim mais lenta que a holandesa Sifan Hassan (4:03.12). Prodigiosos os últimos 200 metros de Laura Muir (30.04), a mais rápida das medalhadas.

Os parciais da estafeta portuguesa em Brimingham’2018

Depois, o “transponder” também nos dá pormenores das estafetas e vemos que o recorde de Portugal de 4×400 metros, de 3.35,43, foi conseguido com os seguintes parciais: Filipa Martins, 54.37; Cátia Azevedo, 52.72; Rivinilda Mentai, 54.65; e Dorothé Évora, 53.69. Estes resultados (excepto no caso de Rivinilda) individuais mostram que as atletas chegaram no topo da forma a Birmingham. Em termos de melhores marcas pessoais esta época as atletas têm: Filipa, 55,43, Cátia, 53,13, Rivinilda, 54,44, Dorothée, 55,91.

Já agora, a título de curiosidade, deixamos aqui os parciais dos polacos que bateram o recorde do Mundo com 3.01,77, para vermos a regularidade: Karol Zalewsk, 45.73; Rafał Omelko, 45.17; Łukasz Krawczuk, 45.87; Jakub Krzewina, 45.00.

Os saltos com o triplo a ser decidido por um centímetro!

Nos saltos, a tecnologia permite aferir o verdadeiro salto de cada atleta, medindo desde o local do último apoio até à queda na areia.

Aí vemos que o salto vitorioso de Wil Claye (17,43 m), mediu, na verdade, 17,514 m. Já o melhor salto do brasileiro Almir Santos (17,41) foi verdadeiramente de 17,414, tendo registado ao segundo ensaio (17,22) a verdadeira marca de 14,432!

Já o salto de 17,40 que deu o bronze a Nelson Évora foi de 17,413 metros!

Fica aqui o link deste trabalho no site da IAAF.