Terceiro triunfo de Eliud Kipchoge na Maratona de Londres

Eliud Kipchoge, o "rei" da maratona vence em Londres (foto da organização)

Mais uma manhã de sol na Maratona de Londres que ditou as suas leis, deitando por terra as ambições de recordes mundiais, quer nos homens quer nas mulheres. Kipchoge obteve a sua 9ª vitória nas 10 maratonas que correu (!); Mary Keitany ambicionou demasiado; Mo Farah bateu o recorde britânico.

Como sempre, a Maratona de Londres mostrou ser um espectáculo, numa organização excelente, com expectativas altas e polémica à mistura. Desde uma greve anunciada nos serviços da cidade, que foi cancelada, até à possibilidade de a prova ser anulada por excesso de calor, foi-se falando de tudo, sem esquecer a parte competitiva e também a social.

Na parte competitiva, tudo se preparou para a queda de recordes, mas com as condições atmosféricas que se verificaram houve mais razões para duvidar do que para acreditar. E, afinal, provou-se que os atletas até estavam em boa forma e motivados para tal (em partes significativas os ritmos estavam dentro dos parâmetros para o recorde do mundo) e que o tempo pode ser um adversário brutal.

Kipchoge iguala António Pinto

Com os olhos postos no triunfo, o queniano Eliud Kipchoge alinhava à partida da sua 10ª maratona com a convicção de que o objetivo principal era o triunfo. A questão era que resultado seria necessário para atingir esse triunfo. Sempre no grupo da frente, até à saída das “lebres” e depois com a companhia de Tola Shura Kitata, a determinação de Kipchoge manifestava-se na sua regularidade o que o levou a ficar sozinho na frente a correr para a terceira marca de sempre em Londres, cortando a meta em 2:04.27.

Em 10 maratonas que correu, o campeão olímpico da distância, obteve a sua nona vitória, e já não conheceu uma derrota desde a Maratona de Berlim em… 2013! Este foi o seu terceiro triunfo em Londres (2015, 2016 e 2018), um feito de realce que iguala os anteriores conseguidos por Dionicio Ceron, Martin Lel e o nosso compatriota António Pinto!

Resistente até onde foi possível, o etíope Kitata terminou em 2:05.00, retirando 50 segundos ao seu recorde pessoal, o que é muito significativo.

Mo Farah bate recorde da Grã-Bretanha

Também com recorde pessoal terminou o britânico Mo Farah, terceiro classificado, que quebrou bem mais cedo do que queria, mas soube aprender mais uma lição nesta sua nova fase de corredor de estrada, terminando em 2:06.32, melhorando o seu recorde pessoal em 1’49”.

Com esta marca superou o recorde britânico de 2:07.13 que Steve Jones estabelecera em 1981, e tornou-se o 3º europeu de sempre, agora à frente do nosso compatriota António Pinto.

Entre as desilusões masculinas, conta-se o etíope Kenenisa Bekele, apenas sexto, e o vencedor do ano passado, o queniano Daniel Wanjiru, apenas oitavo!

Portugueses em Londres

Como é costume, houve presença portuguesa em Londres, mas com resultados pouco significativos. O melhor foi Nuno Antunes, que ficou perto das três horas (2:59.51).

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