Benfiquista Pedro Pichardo “voa” em Doha

Pedro Pichardo

Pedro Pichardo foi uma das estrelas que brilharam mais alto no Meeting de Doha (Qatar), o primeiro dos meetings da Liga Diamante. O luso-cubano (tem a nacionalidade portuguesa desde Dezembro de 2017) venceu o triplo-salto com a marca de 17,95 metros (v: +0,6 m/s), derrotando de novo naquela pista o norte-americano Christian Taylor (17,81), embora este tenha mais triunfos sobre o atleta do Benfica.

O recorde português (se ratificado pela Federação Portuguesa de Atletismo) caiu ao terceiro ensaio, depois de Pichardo ter aberto o concurso com 16,90 m, subindo depois para os 17,44 metros (que eram melhor marca mundial do ano) e depois para os 17,95 metros. No quarto ensaio fez 17,58, prescindiu do quinto, e fechou com 17,53.

Este recorde, supera o anterior máximo de 17,74 metros, que pertence a Nelson Évora, desde Osaka 2007.

O atleta do Sporting também competiu no Meeting de Doha, sendo quarto classificado com a marca de 17,04 (boa abertura de época), atrás do seu colega de treino Alexis Copello (do Azerbeijão, mas nascido em Cuba), que saltou 17,21.

Os lançamentos em Doha…

Nas restantes provas do Meeting de Doha, destaque especial para o lançamento do dardo com dois alemães acima dos 91,50 metros, Thomas Rohler com 91,78, e Johannes Vetter com 91,56 e um terceiro alemão também acima dos 90 metros, Andreas Hoffmann com 90,08.

No lançamento do disco, a croata Sandra Perkovic, com 71,38 no disco, não deu hipóteses às adversárias, fazendo recorde do meeting, da Liga Diamante e ficando a três centímetros do seu recorde pessoal!

Ainda nas provas femininas, a controversa Caster Semenya ganhou naturalmente os 1500 m, pela primeira vez abaixo dos quatro minutos (3.59,92) e melhor marca mundial do ano; Kendra Harrison foi a melhor nos 100 metros barreiras (12,53(, e nos 100 metros registou-se um triunfo de Marie-Josee Talou, da Costa do Marfim, em 10,85 (recorde pessoal e melhor marca mundial do ano), à frente da nigeriana Blessing Okagbare-Ighoteguonor (10.90), da jamaicana Elaine Thompson (10.93), da costa-marfinense Murielle Ahouré (10.96) e da sul-africana Carina Horn (10.98) , recorde nacional, pela primeira vez abaixo dos 11 segundos.

As estrelas da “casa”

Mas houve mais pontos altos neste Meeting de Doha, que registou oito melhores marcas mundiais do ano, dois recordes da Liga Diamante e cinco recordes do Meeting!

Destacamos os atletas da “casa”, os qataris Mutaz Essa Barshim, que venceu a altura com 2,40 metros (melhor marca mundial do ano) e o velocista Abderrahman Samba, que venceu os 400 m barreiras com 47,57 (melhor marca mundial do ano, recorde da Liga Diamante, recorde do Meeting e recorde nacional do Qatar); o vencedor dos 400 metros, Steven Gardiner (Bahamas), que fez a marca de 43,87.

No lançamento do disco, a croata Sandra Perkovic, com 71,38 no disco (melhor marca mundial do ano, recorde da Liga Diamante e recorde do meeting), não deu hipóteses, e a controversa Caster Semenya ganhou naturalmente os 1500 m, pela primeira vez abaixo dos quatro minutos (3.59,92), também com melhor marca mundial do ano. Já nos 3000 metros, surpresa na vitórai de Caroline Chepkoech Kipkirui (Quénia), com 8.29,05.

Caíram ainda recordes do meeting nos 200 metros masculinos, que o norte-americano Noah Lyles (de 20 anos) venceu em 19,83 (v: +1.3); e no salto com vara feminino, por Sandi Morris, que saltou 4,84 m (ainda tentou 5,01 m, sem sucesso).

Resultados completos na página da Liga Diamante.