Benfica e Sporting no ataque ao pódio da Taça dos Clubes Campeões Europeus

Cátia Azevedo

Este fim-de-semana marca o regresso da Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma prova de larga tradição, que se disputa desde 1975 (masculinos) e que retorna ao calendário internacional depois de um ano de ausência.

Recorde-se que em 2017 a competição deveria ter-se realizado em Mersin (Turquia), a mesma cidade que acolheu a prova em 2015 e 2016, mas devido ao clima de instabilidade da proximidade com a fronteira Síria, a prova foi suspensa.

Com a escolha da pista do Alexander Stadium, em Birmigham, devido ao pedido de organização da equipa inglesa do Birchfield Harriers, aumentou o interesse na competição e tem sido elevada a procura de bilhetes (a 10 euros cada) para assistir à competição.

Sporting (femininos) defende título

Em femininos estarão em competição as equipas do Valencia Terra i Mar (Espanha), AK Spartak Dubnica nad Váhom (Eslováquia), Thames Valley Harriers (Grã Bretanha), Sparta AM (Dinamarca), Rotterdam Atletiek (Holanda), ASD Bracco Atletica (Itália), AD Kladivar (Eslovénia), Enke (Turquia), CABW (Bélgica) e Sporting Clube de Portugal (Portugal).

Dando expressão ao maior interesse nacional português, o Sporting estará na Inglaterra para defender o título conquistado em 2016, sendo esse o ponto mais alto de 20 participações da equipa nesta competição.

Benfica de pódio quer melhorar

Já em masculinos, para além do clube organizador estarão presentes as formações do AK Slavia UK Bratislava (Eslováquia), Cosma (Lituânia), Clonliffe Harriers A.C. (Irlanda), AD Mass Ljbljana (Eslovénia), Enke (Turquía), Sparta AM (Dinamarca), RESC (Bélgica), Playas de Castellon (Espanha) e o Sport Lisboa e Benfica (Portugal).

A formação turca (Enke), campeã em 2016, vem aqui defender o seu título, enquanto a representação portuguesa, o Benfica, pretende ir mais longe que o terceiro lugar alcançado nesse ano. O melhor resultado alcançado pelo Benfica, que soma 18 presenças, foi o segundo lugar em 2014, ano em que venceram os italianos do Fiamme Giale.

As estrelas em competição

O maior interesse desde ano prende-se com a presença na competição de muitos nomes grados do atletismo, claramente salientados pelos organizadores e pela Associação Europeia. De facto, são atletas que poderiam entrar em qualquer dos grandes meetings.

 

Pela equipa campeã europeia em 2016 (recorde-se, não houve prova em 2017), no Sporting destacam-se as campeãs europeias Patrícia Mamona, no triplo, que esta temporada ainda não competiu, devido a lesão; Sara Moreira, em meia maratona (2.16) e 3000 m em pista coberta 2013), que já venceu este ano o Troféu Ibérico de 10.000 metros em 32.10,50.

Depois  brilham outras estrelas: as velocistas Lorene Bazolo, que este ano esteve nos Mundiais de pista coberta, em Birmingham, e que tem 11,56 como melhor esta época; Cátia Azevedo, que no fim-de-semana passado realizou em Munique a marca de 52,59 segundos aos 400 m; a bielorussa Sviatlana Kudzelich, vice-campeã europeia de 3000 m pista coberta em 2015, que tem prevista participação em 1.500 m e 3000 m obstáculos, ela que já representou o Sporting no título em 2016 e também no título de corta-mato, este ano em Mira; e a discóbola Irina Rodrigues (recorde pessoal: 63,96), que foi segunda classificada na Taça da Europa de Lançamentos, em Março, na cidade de Leiria.

A ameaça peculiar da Turquia

A equipa turca, uma das “ameaças” às leoas, tem vários expoentes, começando pela velocista búlgara Ivet Lalova-Collio (tur), vice-campeã europeia de 100 (11,20) e 200 m (22,94); a polaca Malgorzata Holub, que competirá nos 400 m (51,67 recorde pessoal), pluri-medalhada nas estafetas de 4×400 m; as naturalizadas Yasemin Can, campeã da Europa em 5.000 e 10.000 m, que estará nos 3.000 m (8.36,24) e 5.000 m (16.30,45); Karin Melis Mey, medalha de bronze do salto em comprimento em 2009 (6,65, em altitude, esta temporada); Meryem Akdag, vice-campeã eurppeia de corta-mato em 2016, que tem 4.05,47 como recorde pessoal nos 1.500 m; e as turcas Tugba Guvenç, campeã europeia sub23 de 3000 m em 2015; Kivilcim Salman, vice-campeã júnior do lançamento do martelo em 2011; Elif Goren, que já correu os 400 m barreiras em 57,44 segundos esta época. Uma curiosidade: as turcas Melis, Salman e Goren já estiveram dois anos suspensas por doping.

As britânicas têm como expoentes, Zoey Clark, vice-campeã mundial de 4×400 m no ano passado, e que correu os 400 metros em 52,06, e Angie Broadbelt-Blake, que tem 13,18 segundos como recorde pessoal aos 100 m barreiras.

As espanholas têm trunfos nas presenças de Marta Perez (recorde pessoal de 4.05,82 aos 1.500 m) e da polaca Aleksandra Gaworska (56,87 nos 400 m barreiras); as holandesas contam com a oitocentista Sanne Wolters-verstegen (1.59,29 de recorde pessoal); e a equipa eslovena tem as estrelas Martina Ratej, finalista olímpica (67,16 no dardo), Tina Sutej, também finalista olímpica, que tem como recorde pessoal na vara 4,71 (pista coberta), e Marusa Cernjul, que tem 1,90 no salto em altura.

Muitos craques “neo-turcos”

Mais atletas da equipa turca em destaque: o velocista Jak Ali Harvey, vice-campeão europeu de 100 m que está inscrito no hectómetro e no duplo hectómetro (já correu este ano em 10.30 e 21.12); o campeão europeu de 10.000 m Polat Kemboi Arikan, que estará nos 3000 e 5000 metros (ainda não correu em pista este ano); Tarik Langat Akdag, medalha de prata no europeu de 2012 em 3000 m obstáculos (8.41,54 este ano); Yasmani Copello, medalha de prata mo Mundial de 2017 (48,31 este ano); e o bósnio Mesud Pezer, quinto no lançamento do peso do mundial de pista coberta de 2018 (21,15 em pista coberta), e ainda Ilham Tanui Ozbilen, que há uma semana correu os 1.500 m em 3.38,68.

Uma nota: todos os atletas da equipa do Enke aqui citados não nasceram na Turquia!

O Benfica em força

Pelo Benfica, estará o líder do ano no triplo-salto com a marca de 17,95, Pedro Pablo Pichardo, que é o atleta que tem maior palmarés nesta disciplina, e o polaco Marcin Lewandowski, medalha de prata no mundial de pista coberta deste ano (que já fez 3.37,67 em pista coberta); e ainda, David Lima (21,44 este ano, 21,30 recorde pessoal); Ricardo dos Santos (46,09 este ano, 45,74 como melhor); Samuel Barata, que bateu o seu recorde pessoal nos 10.000 m no mês passado (28.24,85), correndo agora os 5.000 m; Diogo Ferreira, o que tem melhor recorde pessoal (5,71), que após ter saltado 5,55 em pista coberta sofreu uma lesão, tendo regressado a semana passada, conseguindo 5,45 na Polónia; e Tsanko Arnaudov, medalha de bronze no europeu de 2016, que já lançou 21,27 m este ano em pista coberta, tendo-se lesionado e regressado na semana passada já perto dos 20 metros.

Tsanko Arnaudov

Entre os britânicos, destaque para os velocistas Joel Fearon (9,96 de recordes pessoal, em 2016); Leon Reid, o vice-campeão europeu de 200 m sub23 em 2015 (20m55 este ano); Jake Porter, que este ano correu os 110 m barreiras em 14,18 (mas tem 13,68 como recorde pessoal); e Mike Edwards, que tem 2,25 em altura.

Pelos espanhóis destacam-se os atletas do Burundi, Antoine Gakeme, vice-campeão mundial de 800 m em pista coberta, em 2016, que tem este ano 1.45.73, e Thierry Ndikumwenayo, que tem 7.50,19 em pista coberta, e tem como recorde pessoal na légua a marca de 13.25.55; Yidiel Contreras, que será o atleta dos 110 m barreiras (recorde pessoal de 13.35); Mark Ujakpor (49,65 como recorde pessoal nos 400 m barreiras); e Javier Cienfuegos, vice-campeão europeu sub23 em martelo, em 2011, que já lançou este ano 72,83 m.

Destaque ainda para os atletas da equipa da Lituânia: Elvijs Misans, da Letónia, que tem 7,60 no comprimento (rp: 8,08); e Andrius Gudzius (Lituânia), o campeão mundial do lançamento do disco (69,13 este ano); Edis Matusevicius, medalha de bonze junior no lançamento do dardo em 2015, que tem 84,78 como recorde pessoal.

Pelo Benfica, teremos o líder do ano no triplo-salto com a marca de 17,95, Pedro Pablo Pichardo, que é o atleta que tem maior palmarés nesta disciplina, e o polaco Marcin Lewandowski, medalha de prata no mundial de pista coberta deste ano (que já fez 3.37,67), 

Deixamos aqui o link para a página oficial do Grupo A (1ª divisão), onde pode consultar-se as listas de inscritos, o programa-horário, os resultados, e deixamos um link para o anunciado streaming da prova.