Ainda a Taça dos Clubes Campeões Europeus…

Sporting campeão europeu (foto do atletismo do Sporting - facebook, arquivo)

Mais umas horas depois da Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista, procedemos a uma breve análise entre as duas últimas edições da competição e chegámos à conclusão de que a qualidade foi superior neste ano de 2018.

Analisámos os resultados dos vencedores individuais, dos representantes das equipas portuguesas e fomos até aos resultados dos cinco primeiros classificados, porque em 2016 apenas cinco equipas estiveram no Grupo A (a instabilidade na Turquia levou a várias ausências) masculino e estiveram oito equipas no feminino.

Em termos dos vencedores das provas, em femininos, houve agora 13 melhores resultados que em 2016! Apenas foram piores as vencedoras de 2018 dos 3000 m obstáculos, 400 m barreiras, altura, triplo (no caso foi a mesma vencedora, Patrícia Mamona, que agora fez a sua primeira prova da época), peso, disco e 4×100 metros.

Para provar a melhoria de qualidade, temos que ir mais fundo na classificação, e a nossa bitola foi até ao quinto posto e aqui registaram-se 12 melhores marcas em relação a 2016! Foram piores este ano as quintas classificadas das provas de 1.500 m, 3.000 m, 3.000 m obstáculos, 100 m barreiras, 400 m barreiras, triplo, disco e dardo.

Em termos das portuguesas, as “leoas” de 2016 equivaleram-se às de agora, já que o Sporting apenas registou nove marcas melhores este ano do que havia conseguido no seu primeiro título europeu. As melhores marcas (não os melhores resultados, porque aqui, em 2016, o Sporting teve oito triunfos, contra cinco deste ano, mas agora registou seis segundos lugares, quando em 2016 só tinha conseguido três; e em terceiros postos agora foram quatro, então foram três) foram conseguidas nos 100, 200 e 400 metros, 1.500 m, 100 m barreiras, altura, comprimento, peso, martelo e 4×400 m.

E em masculinos…

Benfica vice-campeão (foto atletismo do Benfica – facebook)

No que concerne aos resultados masculinos, o aumento foi muito significativo. Uma consequência natural, porque passaram de cinco equipas para 10, mas uma mostra da melhoria dos representantes das equipas.

Em termos de vencedores, foram melhoradas 11 marcas dos vencedores individuais e numa prova essa marca foi igualada (curiosamente, na vara, pelo português Diogo Ferreira), apenas ficando por melhorar as marcas dos 100 m, do sector de meio fundo, 1.500, 3.000, 5.000 m e 3.000 m obstáculos, 110 m barreiras, altura e peso.

Mas é na profundidade que se nota a revolução de qualidade, com 16 melhores marcas em 2018 em relação a 2016! Apenas foram piores as marcas dos 5.000 m, vara, disco e 4×100 m.

Já no que concerne à presença portuguesa, o Benfica conseguiu três vitórias em 2018 (igual a 2016), e agora somou três segundos lugares, contra cinco de 2016, mas conseguiu agora oito terceiros lugares, contra seis de há dois anos.

No que concerne a marcas, foram melhoradas agora 12 (e mais uma igualada)! Nesse ano de 2016, apenas foram melhores os benfiquistas nos 200, 1.500, 3.000 e 5.000 m, altura, peso e disco.

Por tudo isto, ainda há esperança na continuidade desta competição.