Rankings Mundiais em teste com Inês Henriques em destaque

Inês Henriques

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla internacional), tem estado a testar o sistema de Rankings Mundiais, para qualificação das performances dos atletas, de forma que se possa perceber um pouco quem está na “ribalta”.

O sistema de classificação baseia-se nos dois principais elementos de todos os desempenhos do atletismo tradicional (pista e provas de fundo), nos resultados obtidos pelos atletas e nas suas classificações durante as competições.

O desempenho dos atletas pode ser considerado em todas as competições, desde as bases até ao nível internacional de elite. No entanto, os resultados devem estar de acordo com as Regras e Regulamentos da IAAF em vigor, e a IAAF ou uma de suas Federações Filiadas devem ter oficialmente ratificado os resultados.

Um processo complexo

Todo o processo é algo complexo, mas tem algumas situações perceptíveis, como a qualidade das competições. Por exemplo, os Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais estão equiparados no topo da categoria das competições, e o vencedor tem um adicional de 350 pontos; já os Campeonatos Europeus estão colocados num quarto patamar (e as maratonas com etiqueta dourada da IAAF – Gold Label), em que o vencedor tem mais 170 pontos; e os campeonatos nacionais estão num sexto patamar, com os vencedores a receberem 100 pontos adicionais.

Claro que as marcas dos atletas já serão transformadas em pontos da tabela internacional da IAAF, mas terão pontos a menos consoante o tempo em que não conseguirem manter as marcas, por exemplo a partir de 9 meses sem melhorar, perdem 40 pontos, e por aí.

As marcas com vento pelas costas acima dos 2 m/s tem penalização pontual, e as marcas com vento pela frente (a partir de 1 m/s) têm valoração pontual.

Recorde-se que é intenção da IAAF basear nestes rankings as vagas para participação nos campeonatos mundiais e Jogos Olímpicos.

Três portugueses no top 100 (Inês Henriques a melhor)

Existem dois tipos de ranking, um geral, que engloba todas as disciplinas, e outro em cada disciplina.

O ranking geral pretende ser uma espécie do “ranking ATP”, do ténis, e permite situar os atletas no top 100 e por aí fora nos rankings gerais.
Segundo informações que recolhemos junto do site experimental, foi possível retirar as classificações dos portugueses, sendo que a atleta do Clube de Natação de Rio Maior, Inês Henriques, é a melhor classificada e é a única que está no “top 100” do ranking geral e é a segunda nos 50 km.

Para além da ribatejana há mais duas atletas no “top 10” das suas disciplinas, Patrícia Mamona, do Sporting, é 8ª no triplo, e Ana Cabecinha, do CO Pechão, tem a mesma classificação nos 20 km marcha. Se fosse hoje, estariam as três aptas a participar nos mundiais. Contudo, Ana e Patrícia estão colocadas em 242ª e 273ª no ranking geral, que é liderado pela russa (mas que tem de competir como atleta neutra), Maria Lasitskene, a melhor saltadora em altura da actualidade.

Já nos homens, há dois portugueses no “top 100”, ambos na mesma disciplina: Pedro Pichardo, do Benfica, é 62º no Mundo, na classificação geral, e é 3º na disciplina de triplo. Nelson Évora, do Sporting, é 84º no Mundo, e é 4º no triplo. Contudo, Pichardo ainda não pode competir nas grandes competições por Portugal já que o processo de reconhecimento da mudança de nacionalidades está congelado por parte da IAAF.

O líder mundial, também é saltador em altura, Mutaz Essa Barshim, do Qatar.

Vejamos os “top10” de Portugal, de acordo com os rankings mundiais

Notas: Rk.Prova – posição no ranking mundial específico da prova; Rk.Geral – posição no ranking mundial geral, englobando todas as provas.