Meeting de Londres na sombra do Mónaco

Shelly-Ann Fraser-Pryce

Depois de uma grande jornada de atletismo na sexta-feira, no Mónaco, esperava-se que o outro meeting do fim-de-semana, em Londres, tivesse nível aproximado, mas isso não se veio a verificar. Ainda assim, houve um recorde Mundial.

Tom Bosworth obteve o segundo recorde mundial da sua carreira no Estádio Olímpico de Londres, ao vencer os 3.000 metros marcha com uma marca de 10.43,09 minutos, do ‘meeting’ da capital inglesa, da Liga Diamante.

O britânico, de 28 anos, melhorou em pouco mais de quatro segundos o anterior máximo (10.47,11), que pertencia ao italiano Giovanni de Benedictis e foi obtido em Itália, em San Giovanni Valdarno, em 19 de maio de 1990.

Bosworth, que já detém o recorde mundial da mesma distância, mas em pista coberta, com a marca de 10.30,28 minutos (Glasgow, em 25 de fevereiro), foi segundo nos Jogos da Comunidade Britânica no início desta época.

Foi o maior destaque de um ‘meeting’ que conheceu bons resultados, mas sem o nível da competição no Mónaco, na véspera.

Um dos destaques vai para a prova de 100 metros, que o norte-americano Ronnie Baker venceu em 9,90 segundos, derrotando o britânico Zharnel Hughes (9,93) e o sul-africano Akani Simbine (9,94), numa prova em que seis dos participantes correram abaixo de 10 segundos.

A nota negativa nesta prova vem da lesão, durante o aquecimento para os 100 metros, do recordista mundial dos 60 metros em pista coberta, o norte-americano Christian Coleman.

Ainda destaque para o triunfo da jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (10,98 segundos) que só regressou ao alto rendimento há cerca de um mês depois de paragem para ser mãe.

Na competição, nota também para o triunfo nos 400 metros barreiras do norueguês Karsten Warholm, de 22 anos, campeão do mundo em 2017, fazendo um novo recorde do seu país (47,65 segundos), e a sua quarta corrida esta época abaixo de 48 segundos, e para a mesma distância, sem barreiras, com o vencedor Abdalleleh Haroun a fazer 44,07 segundos, novo recorde do Qatar.