Meia Maratona do Porto importante para o “turismo desportivo”

Apresentação da Meia Maratona do Porto

Foi hoje apresentada a 12.ª Meia Maratona do Porto, que terá lugar no domingo, dia 16 de setembro, e que deverá reunir “entre 12 a 13 mil participantes”, muitos deles estrangeiros, e contribuir, assim, para a “economia local” e para o “turismo desportivo”, afirmou o diretor da prova e da RunPorto, Jorge Teixeira.

“Mais de 17 por cento dos atletas inscritos são estrangeiros originários de 41 países e permanecem entre quatro a cinco dias” na região, exemplificou Jorge Teixeira, na apresentação do evento, que vai estar a ser avaliado por uma equipa da IAAF para atribuição da Bronze Label. A Meia Maratona do Porto Sport Zone tem assim a possibilidade de pertencer ao calendário oficial da International Association of Athletics Federations em 2019, figurando como uma das melhores meias maratonas do mundo.

A iniciativa divide-se entre a meia maratona, com um percurso de 21.097 metros no Porto e em Vila Nova de Gaia e quase sempre junto rio Douro, e uma “mini maratona de seis quilómetros, para todas as idades e sem fins competitivos”.

Atletas de top mundial

Entre os atletas de alta competição, o destaque vai para Geofrey Kusuro, do Uganda, Imane Merga, da Etiópia, e Titu Mbishei, do Quénia, todos com recordes pessoais inferiores a uma hora.

O pelotão nacional masculino é, segundo Jorge Teixeira, encabeçado por “alguns dos melhores fundistas nacionais”, como Rui Pedro Silva, José Moreira e Hélder Santos, do Sporting, e Daniel Pinheiro, do Águas de Alvelos.

Rui Pedro Silva foi o segundo classificado da Meia Maratona do Porto de 2012 e Daniel Pinheiro obteve a mesma classificação na edição do ano passado, recordou Jorge Teixeira

No setor feminino, três atletas quenianas destacam-se por terem menos de uma hora e dez minutos na distância. Mónica Silva é a cabeça de cartaz entre as portuguesas, tendo Jorge Teixeira referido que as atletas nacionais de maior nomeada estão desta vez ausentes por se encontrarem lesionadas.

“O difícil não é organizar uma Meia Maratona, é repeti-la todos os anos, superando todos os obstáculos e dificuldades”, afirmou.

Para a Federação Portuguesa de Atletismo, “o difícil não é organizar uma Meia Maratona, é repeti-la todos os anos, superando todos os obstáculos e dificuldades” que a organização de um evento desta dimensão implica. Jorge Vieira realça a importância que estes eventos têm na difusão da modalidade e da prática desportiva em Portugal.

O movimento Egoísmo Positivo associou-se à Meia Maratona do Porto e vai, “pela primeira vez nesta prova, dar a possibilidade a pessoas com deficiência de poderem participar na corrida, acompanhadas por atletas daquele movimento, na perspectiva de as integrar no evento”.