Zersenay Tadese e Rose Chelimo dão brilho à meia maratona de Lisboa

Grupo de atletas (foto MCP)

A EDP Meia Maratona de Lisboa, prestes a conhecer a sua 19ª edição, terá um cartaz de participantes verdadeiramente forte, com a presença do recordista mundial da meia maratona, Zersenay Tadese, e da campeã mundial da maratona, Rose Chelimo. Já na Maratona o equilíbrio, com dez atletas com marcas até duas horas e nove minutos, é o ponto chave.

Segundo apresentação feita pela organização, estarão em Lisboa mais de 30.000 participantes, no conjunto de todas as provas do fim de semana, que animarão as duas zonas de chegada, a Praça do Comércio e o Parque das Nações.

Na nota distribuída na conferência de imprensa, as provas de domingo recebem 4.000 corredores na “EDP Maratona de Lisboa”, 8.500 corredores na “Vodafone Meia Maratona” e 7.500 na “EDP Mini Maratona”.

Estes números já contemplam os mais de 6.300 corredores estrangeiros, que vêm de mais de 90 países, destacando-se Alemanha, Espanha, França, Itália, Países Nórdicos e Reino Unido, como os países mais representados, seguidos por corredores do Brasil e EUA.

Vodafone Meia Maratona com elenco de luxo

Sente-se que uma prova está no topo das organizações quando o recordista mundial de meia maratona propõe a sua presença competitiva! Foi o que aconteceu com o eritreu Zersenay Tadese, recordista mundial de meia maratona (58.23 minutos), que após várias presenças em Lisboa, na meia maratona que tem como símbolo a Ponte 25 de Abril, pretende correr nesta prova de outono, precisamente algumas semanas depois de ter batido o seu recorde pessoal na maratona de Berlim!

Claro que, vindo dessa exigente prova, Tadese não estará em fulgor de atacar o recorde do Mundo, mas o recorde da prova (60.19, de Wilson Kirop, em 2013) fica ameaçado.

Com vencedor do ano passado (Nebebew) a optar pela maratona, os principais adversários de Tadese serão o queniano Japhet Korir (60.09) e Amanuel Mesel (60.10), quarto em Lisboa, em 2016, o tanzaniano Emanuel Gnik (60.47), vencedor da meia maratona de Xangai (2017), o turco Polat Kemboi Arikan (61,03), campeão europeu de 10.000 metros em 2012 e 2016, 13º na “meia” de Lisboa, em Março passado, o etíope Abdiwak Tura Seifu (62.58), vencedor da maratona de Milão este ano (2.04.44), e o marroquino Mustapha El Aziz (59.29).

Entre as mulheres, avulta a presença de Rose Chelimo, do Bahrain (68.08), campeã mundial de maratona em 2017, vencedora da meia maratona de Lisboa em 2015, e da israelita Lonah Chemtai Salpeter (68.59), campeã europeia de 10.000 metros este verão, em Berlim, depois de ser 12ª classificada no mundial de meia maratona.

Havendo outras atletas a ter em conta, as quenianas Lydia Cheromei (67.26) e Antonina Kwanbai (68.,07), e a etíope Yebrgual Arage (68.21), destacamos as presenças das portuguesas Dulce Félix, do Benfica (1:08.33), a melhor portuguesa de sempre na prova, com o seu segundo lugar de 2009 (1:10.44), e as sportinguistas Sara Moreira (1:09.18), campeã europeia de meia maratona, também ela com um segundo lugar em 2014, Jessica Augusto (1:09.08), e Carla Salomé Rocha (1.13.01), vinda de uma excelente oitavo lugar na maratona de Berlim com recorde pessoal (2:25.27).

Maratona pretende recorde

A elite da maratona apresenta-se como uma prova muito equilibrada, com dez atletas com recordes pessoais abaixo das duas horas e nove minutos, o que indicia uma grande luta pelo triunfo na corrida, que volta a partir de Cascais para terminar no principal postal turístico de Lisboa, a Praça do Comércio.

Será o conjunto mais forte dos últimos anos para tentar bater o recorde do percurso, que é de 2:08.21, estabelecido em 2014, por Samuel Wanjiku Ndungu, do Quénia, que foi convidado – e aceitou – a regressar à prova para essa tentativa (ele que tem um recorde pessoal de 2:07.04). Com ele estarão dois outros vencedores da prova, que o Maratona Clube de Portugal realiza desde 2013, os quenianos Alfred Kering (2:07.11 de recorde pessoal), vencedor em 2016 com 2.10.27, e Ishhima Bushendish (2.08.20 de recorde pessoal), vencedor no ano passado com 2.10.51 (segundo na maratona de Viena, este ano).

Contudo, eles deverão ter em atenção o etíope Girmay Birhanu Gebru, que tem como recorde pessoal 2:05.49, e que foi quinto na maratona de Roma, em Abril passado, e o queniano Erik Ndiema, que em 2013 estabeleceu o seu recorde pessoal em 2:06.07, a ser terceiro em Paris, sendo então o segundo melhor júnior de sempre na maratona, ainda hoje recordista júnior do Quénia. Nos últimos anos não tem estado a esse nível, mas pretende relançar a carreira.

Essa carreira está aberta a um estreante a ter em conta: o etíope Birhan Nebebew, que venceu o ano passado a meia maratona de Lisboa integrada nesta competição, com a marca de 1:02.02, ele que tem um recorde pessoal de 60.53, feitos na “meia” de Lisboa em março passado.

Um último nome a ter em conta: o eritreu Yoahnes Gebregergish, que tem 2:08.14 como recorde pessoal, e que foi segundo na “meia” de Lisboa em Março passado, com a marca de 60.16.

Hermano Ferreira e Samuel Wanjiku (foto MCP)

Hermano Ferreira (2:13.28 de recorde pessoal), do Benfica, a estrear-se numa maratona em Portugal, é candidato a melhor português na prova.

Em femininos, a etíope Guteni Shone (2:23.32, de recorde pessoal), é a mais rápida das maratonistas presentes, e é uma das atletas que poderá tentar chegar perto do recorde da maratona, que é de 2:24.13, e pertence a Sarah Chepchirchir (Quénia), desde 2016.

Mas terá de ter em atenção a atletas como a queniana Mónica Jepkoech, que em março foi terceira na Maratona de Seoul, com recorde pessoal (2:24.31); e as etíopes Tigist Memuye (2.27.39), que tem vindo a melhorar os seus recordes, e Muluhabt Tsega (2:28.08), vencedora de várias maratonas.

Entre as portuguesas, Rosa Madureira, de Penafiel, tentará ser a melhor portuguesa na prova, o que já aconteceu por três vezes, sendo o seu melhor o quarto lugar obtido em 2015.

CTT WHEELCHAIR RACING com os melhores atletas de cadeira de rodas

Esta competição volta a trazer a Lisboa alguns dos melhores atletas paralímpicos, de todos os tempos.

Jordi Madera (foto MCP)

Entre os campeões paralímpicos e europeus presentes, o espanhol Jordi Madera, vencedor da edição de 2017, é o grande favorito, destacando-se as presenças do espanhol Santiago Sanz, e do português Hélder Mestre, Recordistas Mundiais na distância, nas classes T52 e T51 respetivamente (tetra paraplégicos).

Entre os portugueses, que elegem as competições do Maratona Clube de Portugal para melhorarem as suas marcas pessoais, destaca-se a presença do Campeão Nacional de estrada, Alexandrino Silva, que lutará por um lugar no pódio.

Mini Maratona continua a animar o Parque das Nações

A grande animação popular vai continuar no Parque das Nações, frente ao Pavilhão de Portugal, onde terminará a EDP Mini Maratona, com a chegada habitual repleta de atleta. Também as já clássicas provas, “MIMOSA Passeio da Família” e a “EDP Mini Campeões” (esta em parceria com a Associação de Atletismo de Lisboa), se mantêm no Parque das Nações.