Os portugueses, o “ranking” mundial e Doha 2019

Estádio Khalifa

Já abordámos os rankings mundiais em várias ocasiões, em Novembro de 2017, no anterior blogue, quando ficou certo que as presenças em Campeonatos Mundiais seriam decididos por estas listas; depois em Maio, já aqui na página MelhorMarca.pt, em que dávamos conta de um testes aos rankings, e depois em Agosto, com as melhores prestações dos portugueses, quando a época estava no seu final.

Agora, em pleno período de qualificação para Doha 2019, desde 7 de março de 2018 até 6 de setembro de 2019 (para 10.000 m, maratona, marcha atlética, estafetas e provas combinadas), e desde 7 de setembro de 2018 até 6 de setembro de 2019, para todas as outras disciplinas, quando ainda se espera pela divulgação dos mínimos de qualificação (outra forma de lá chegar), verificámos as posições dos portugueses nos rankings, testando como seria o último enquadramento antes do mundial no Qatar, e chegámos à conclusão de que teríamos prontos a competir 21 atletas, oito masculinos, 13 femininos, exactamente o mesmo número que esteve em Londres, com quatro atletas a estarem no top 10: Inês Henriques (1), Pedro Pichardo (2), Nelson Évora (4) e Ana Cabecinha (8). 

Mas, os rankings são dinâmicos, para estarem nas listas, os atletas têm de estar nos grandes eventos (pontuando três vezes), com um total mínimo de cinco registos. E, como dissemos anteriormente, as presenças nas grandes competições, mundiais de pista e Jogos Olímpicos, estão no topo dos bónus pontuais, estando as finais da Liga Diamante logo no patamar abaixo, seguindo-se os restantes mundiais e outros meetings da Liga Diamante. Num quarto patamar de importância estarão os Challenges (martelo, marcha e provas combinadas), as maratonas Gold Label e os campeonatos continentais; e por aí fora, estando os campeonatos de cada país num sexto patamar, e no sopé desta estrutura estão os meetings menos proeminentes (mas apenas os que estiverem devidamente calendarizados e enquadrados).

Depois, se não tiverem novos registos, as prestações dos atletas “caem” uns pontos a partir dos 10 meses sem “aparecerem” para pontuação.

Vejamos agora os atletas que estariam em condições de poder participar nos mundiais. Mantêm-se as restrições de três atletas por país, mas há oportunidade de serem quatro, se algum deles ganhar um wild card, por ter sido campeão mundial ou por vencer a Liga Diamante, um aspecto que não tivemos aqui em conta para este estudo. Assim, respeitando as quotas de participação fixadas pela IAAF, temos: