A preocupação ecológica da S. Silvestre de Lisboa

Samuel Barata, vencedor da São Silvestre de Lisboa em 2017 (foto António Manuel Fernandes)

A 11ª edição da São Silvestre de Lisboa, hoje apresentada na Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), com presença do Vice-Presidente da CML, Duarte Cordeiro, «é um dos grandes eventos que conjuga as vertentes de desporto de massas e de alta competição, que engrandece o nome da cidade».

Com mais de 12 mil inscritos, a prova tem uma forte componente de consciencialização e este ano marca a diferença ao adotar para si própria muitas regras de sustentabilidade e preocupações ecológicas, que levaram ao lançamento da marca “Evento Verde”.

«As respostas, mais de duas mil, a um inquérito que fizemos no ano passado, alertaram-nos para mais alguns pormenores na proteção ambiental», disse Hugo Sousa na conferência de imprensa, salientando que a prova REDUZIU «mais de 80 mil sacos e embalagens de plástico, a promoção em papel, atuando muito mais digitalmente», RECICLA o «vasilhame das águas e outros detritos com vários pontos de recolha», e REUTILIZA vários artigos, «iniciativa começada no ano passado, com a recolha de mais de 300 kg de t-shirts e sapatos em busca de uma segunda vida, sendo que esperamos muito amos este ano».

As emissões de carbono também serão reduzidas, «com todos os veículos de apoio e o carro relógio a serem integralmente elétricos», concluiu Hugo Sousa, que salientou ainda o facto de a prova ter mais de 33 por cento de inscrições de mulheres, «são mais de 4.000 inscritas».

“Guerra dos Sexos” – elas partem com 3.53 minutos de vantagem

Entre elas estarão várias corredoras de elite, como Dulce Félix, do Benfica, que apesar de estar a recuperar da maratona feita há poucas semanas, pretende «correr o mais rápido que puder, pois esta é uma prova maravilhosa», sendo que existe ainda essa questão da “guerra dos sexos”, com as mulheres a terem este ano uma vantagem de 3.53 minutos sobre os homens. A triatleta do Benfica, Melanie Santos, alinha com Dulce Félix, mesmo estando a recuperar de lesão, afirma querer correr em bom nível. «Os homens terão de esperar mais um ano para nos vencer», afirmou. Ainda estarão em competição Ercília Machado, individual, Jessica Augusto e Susana Godinho, do Sporting, Silvana Dias, do Sporting de Braga, Doroteia Peixoto, do Amigos da Montanha, e Vera Nunes, GFD Running.

Entre os homens, o sentimento é de querer recuperar o tempo perdido. «Já esteve em 3.51 e eu consegui recuperar até cinco segundos de diferença», disse Hermano Ferreira, Hermano Ferreira, da Escola de Atletismo de Coimbra, que desafia os outros atletas de elite a entreajudarem-se para recuperar a desvantagem. Samuel Barata, do Benfica, vencedor no ano passado, a recuperar de lesão, «ainda há duas semanas pensava não poder correr amanhã», e o seu colega de equipa João Pereira, do triatlo, que promete «dar o melhor, até porque tenho estado a treinar bem», prometem dar o melhor para um triunfo dos homens, algo a que Ricardo Ribas, do Sporting de Braga, não se quer comprometer, «pois no ano passado senti-me sem ritmo para acompanhar os da frente», apostando depois no quilómetro final, também muito atrativo.

Uma vez mais a prova termina nos Restauradores, ocupando a Avenida da Liberdade, com as partidas, por vagas de participantes, a começarem às 17h26 minutos (as corredoras de elite) e às 17h30 (elite masculina e primeira vaga).

Antes, a partir das 15 horas, há a São Silvestre da Pequenada, que decorrerá na Avenida da Liberdade.

Informações na página oficial da prova.