Quarto triunfo de Rui Pinto na 44ª São Silvestre da Amadora

Rui Pinto e o "tetra" (foto de Marcelino Almeida)

Rui Pinto tornou-se o primeiro atleta, português ou estrangeiro, a vencer a corrida São Silvestre da Amadora por quatro vezes, um feito conseguido precisamente na 44.ª edição da prova, que também registou a maior participação de sempre. Ana Ferreira venceu isolada.

Tendo conhecido várias alterações no percurso ao longo dos anos, a S. Silvestre da Amadora soube sempre preservar os seus “ex-libris”, que a tornaram famosa no Mundo: um público exemplar, fielmente colocado ao longo do percurso, e a célebre subida dos Comandos, a “quebra-ritmos”.

Em 2018, tal como nos tempos áureos de Carlos Lopes ou Domingos Castro, a célebre subida dos Comandos fez toda a diferença, pois foi aí que o benfiquista Rui Pinto atacou, distanciando-se dos seus adversários, para cortar a meta isolado, com o tempo de 29.47 minutos.

Numa corrida com um dos melhores grupos de corredores de elite das provas de fim de ano de 2018, Rui Pintou conseguiu a sua quarta vitória (terceira consecutiva) e passou a ser o mais vitorioso de sempre, ultrapassando precisamente Lopes e Domingos, ambos com três vitórias.

No final da corrida, o atleta do Benfica quis deixar a sua “homenagem ao Carlos Lopes e ao Domingos Castro, pelo seu trajeto e pelo seu histórico. Devo-lhes um pouco a eles esse resultado, porque me serviram de inspiração”.

O momento crucial da corrida foi precisamente depois do quinto quilómetro. “Estava a fazê-la [a subida dos Comandos] e a pensar que foi desenhada para mim. Sinto-me muito bem a subi-la, é dura e senti que era o momento certo para fugir”, disse o atleta que ainda espera fazer melhor nos próximos anos.

O seu resultado foi o mais rápido de todos os que conseguiu na Amadora e isso deixou-lhe o sentimento de treinar ainda com mais afinco. “O panorama europeu está a evoluir, e eu sinto que tenho de ser mais aventureiro e correr mais rápido para me aproximar do nível dos melhores europeus”, sublinhou, acrescentando ainda que lhe fez falta outro atleta a lutar com um ritmo idêntico para conseguir correr «ainda mais rápido».

As posições seguintes determinaram um maior poderio do Sporting, que teve atletas nos restantes lugares do pódio, com Miguel Marques (29.58) e Licínio Pimentel (30.08), e ainda o quarto classificado, Eduardo Mbengani (30.19), só então chegando o segundo benfiquista, Miguel Borges (30.25).

Ana Mafalda Ferreira (foto Marcelino Almeida)

A estreia de Ana Mafalda Ferreira

Em femininos, triunfo da sportinguista Ana Mafalda Ferreira, que no ano passado foi segunda classificada e que agora conseguiu triunfar numa das provas mais carismáticas do calendário português, depois de já ter triunfado noutra no princípio do mês, o Grande Prémio de Natal.

“Estou tão feliz por ter ganhado, ainda para mais num percurso duro, mas que eu consegui fazer ainda mais rápido do que no ano passado. É uma margem pequenina, um segundo, mas significa muito para mim, que sinto estar bem, no bom caminho”, referiu a atleta.

Ana Mafalda Ferreira venceu com a marca de 34.42 minutos, à frente de Carla Martinho, do Recreio de Águeda (35.09), e de Ercília Machado (36.12), que há dois dias também fora terceira na São Silvestre de Lisboa.

Nesta prova, com mais de 1500 corredores chegados, na altura dos pódios, quando se dava os prémios às três primeiras, foi possível revisitar, na zona “vip”, o pódio feminino de 1989: Rosa Mota (“madrinha” da prova), Rosa Oliveira (que ainda correu, sendo primeira no seu escalão etário) e Janette Mayal.

Resultados completos na página oficial da prova.