Meia Maratona de Lisboa com elite de luxo

Conferência de imprensa (foto de Marcelino Almeida)

A Meia Maratona de Lisboa 2019 reuniu um bom grupo de atletas de elite mundial e, segundo o presidente do Maratona Clube de Portugal, estão reunidas todas as condições para uma prova fantástica na 29.ª edição da prova, agendada para domingo.

O grupo liderado por Carlos Móia apostou numa séria tentativa para voltar a acenar com o recorde mundial. “Queremos recuperar o recorde do mundo, o tempo está melhor do que no ano passado, temos uma elite de luxo e, por isso, e estão reunidas todas as condições para uma prova fantástica”, afirmou o dirigente na apresentação da prova, referindo ainda que as inscrições estão esgotadas há cerca de uma semana.

Em outubro passado, o recorde do mundo da distância no setor masculino foi melhorado pelo queniano Abraham Kiptum, que venceu a meia maratona de Valência em 58.18 minutos, quebrando assim o anterior máximo, de 58.23, estabelecido pelo eritreu Zersenay Tadese na capital portuguesa, em 2010.

Por isso foi conseguida a participação de um grupo de 47 atletas “de nível mundial”, dos quais 30 homens e 17 mulheres, candidatos aos cheques de 50.000 euros, que serão entregues a quem conseguir estabelecer novos recordes mundiais, no setor feminino ou masculino.

Chegar à Diamond Label

Numa prova de meia maratona com 15.000 inscritos, entre os quais 7.500 estrangeiros, oriundos de 90 países, Carlos Móia considera que estes números provam a “importância cada vez maior da prova no estrangeiro” e admitiu o desejo de a integrar na categoria diamante, que em breve será atribuída pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), superior à de ouro, que a “meia” de Lisboa já possui.

Na lista de inscritos para a prova masculina figuram o queniano Erick Kiptanui, vencedor em 2018, e outros seis atletas com marcas abaixo dos 60 minutos, entre os quais os, também quenianos, Bernard Kiprop Koech e Solomon Kirwa Yego, vencedor da meia maratona de Milão.

 

Kosimbei e Kiptanui (foto de Marcelino Almeida)

Para Erick Kiptanui, o vencedor da Meia Maratona de Lisboa em 2018, na sua estreia à distância, o objectivo é “repetir a vitória em Lisboa, fazendo o meu melhor”, afirmou o queniano, recusando-se a assumir o recorde mundial.

Mas há mais atletas nesta corrida que podem produzir algumas surpresas, como Mosinet Geremew da Etiópia (59.11), vencedor da Meia Maratona de Dubai em 2018, Betesfa Getahun (60:26), 3ª em 2019 na Maratona de Barcelona; Micah Kogo, queniano (59:07), medalha de bronze nos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de 2008, segundo em Lisboa’2015, Simon Cheprot (59:20), 8º em Valência 2018, Edwin Kiprop Kiptoo (59:26), 9º no Campeonato Mundial de Meia Maratona, Nicholas Kosimbei (60,21), 4º em 2018 Meia Maratona de Lisboa e última adição, Edwin Soi (60,24), medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2008 5,000 m; Yoahnes Gebregergish da Eritreia (60,21), 7ª na maratona do Campeonato Mundial de 2017 e 2ª em Lisboa, no ano passado; ou Turco Polat Kemboi Arikan (61.03), 10.000 m 2012 e 2016 Campeão Europeu.

Outros corredores da lista de elite são o britânico Callum Hawkins (60:00); o queniano Bernard Kimani (60:05, melhor pessoal), Japhet Korir (60:09), John Loitang (60:16), Erick Tirop (60:20), Joel Mwaura (60,59); Abrar Osman, da Eritreia (60,19), Mogos Salomon (60,40); Mohamed Reda El Araaby, do Marrocos (60.38).

Entre os portugueses, vão marcar presença Hermano Ferreira, que já foi, várias vezes, o melhor português na competição, e Ricardo Ribas.

Campeã olímpica regressa a Lisboa

Em femininos, destaque para a queniana Vivian Cheruyiot, campeã olímpica de 5000 m e segunda em 10.000 m no Rio’2016, e segunda classificada na meia maratona de Lisboa em 2017.

Cheruyiot e Linet (foto de Marcelino Almeida)

Na conferência de imprensa, Vivian Cheuruyiot, disse: «treinei bem, pretendo testar-me no domingo já com os olhos colocados na minha participação na Maratona de Londres, em abril próximo. Por isso, espero correr bem no domingo, melhorando o meu recorde pessoal».

Com ela, na linha da frente, estarão Gelete Burka (66:11) da Etiópia, vice campeã olímpica de 3000 m obstáculos em 2012 (2º em 2017 em Lisboa), e Zeineba Yimer (65:46), quinta No Mundial de Meia Maratona 2018 e segunda na meia maratona Ras Al Khaimah de 2019; as quenianas Linet Masai (68:11), bronze nos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de 2008, terceira em Lisboa em 2016, Veronica Nyaruai (67:58), vencedora da maratona de Chicago e as estreantes Sandra Tuei Felis, medalha de prata do Mundial de juvenis de 2015, e Caroline Chepkemoi, vencedora dos 10 km em Valenciennes em 2018. Outra estreante será a sueca Meraf Batha (31,09, a 10 km), especialista em distâncias mais curta, sexta classificada nos 1500 m nos Jogos Olímpicos do Rio’2016, campeã europeia de 5000m em 2014.

Entre as portuguesas, destaque para Dulce Félix (68.32), que há uma semana se sagrou campeã de corta-mato, Sara Moreira (69.18), campeã europeia de meia-maratona de 2016 e Jessica Augusto (69:08).

Além da meia maratona, vão disputar-se a minimaratona, o passeio da família e a prova mini campeões, que no total mobilizarão 35.000 participantes, com o programa na página oficial da prova.

Na edição deste ano, a organização apostou em boas práticas ambientais, plantando 35.000 árvores, em parceria com uma marca de água, reforçando a recolhas e reciclagem de garrafas e utilizando materiais de divulgação 100% recicláveis.