Liga Diamante abre com bons resultados em Doha

Oito melhores marcas mundiais do ano (embora a época esteja no seu início), um recorde da Liga Diamante e três recordes do meeting, são o resumo simplificado do primeiro meeting da Liga Diamante, que hoje decorreu em Doha, no Qatar.

Uma prova só deu origem a três destes destaques: no lançamento do disco, o sueco Daniel Stahl , vice-campeão europeu, lançou 70,56, num concurso com seis lançamentos acima de 69,50 metros (69.63-70.49-70.56-69.54-69.50-70.32). Melhor marca do ano, recorde da Liga Diamante e recorde do Meeting, excelente começo para Daniel Stahl!

Depois, na prova mais mediática, face aos últimos acontecimentos, os 800 metros femininos, triunfo categórico da sul-africana Caster Semenya e, 1.54,98, recorde do meeting e melhor marca do ano, naquela que poderá ser a sua última corrida na distância, face à decisão do Tribunal Arbitral de Desporto, que julgou improcedente o seu recurso, para não ser obrigada a tomar medicamentos para diminuir o que o seu corpo produz naturalmente. Nesta prova houve cinco corredoras abaixo de dois minutos. Para início de época…

Impressionante a corrida da norte-americana Dalilah Muhammad que venceu os 400 m barreiras em 53,61, recorde do meeting e melhor marca mundial do ano.

Depois houve provas extraordinárias, como os 3000 metros femininos, com triunfo de Helen Obiri (campeã mundial ao ar livre, em pista coberta e de corta-mato), com a marca de 8.25,60 (melhor marca mundial do ano), rebocando a etíope Genzebe Dibaba para um recorde pessoal (8.26,20), onde a figura foi outra queniana, Liliana Rengeruk, que caíu nas últimas voltas, recuperou e foi terminar em 8.29,02 (recorde pessoal)!

Sem surpresa, as outras melhores marcas do ano foram obtidas por Soufiane EL BAKKALI, de Marrocos, nos 3000 m obstáculos (8:07.22), com oito atletas abaixo de 8.20 minutos; por Elijah Manangoi, do Quénia, nos 1500 metros (3:32.21); e por Dina Asher Smith, da Grã-Bretanha, nos 200 metros (22.26, vento: +1.1 m/s).

A maior surpresa aconteceu nos 800 metros masculinos, em que Nigel Amos, do Botswana,regressou em grande forma triunfando em 1.44,29.

Mas não ficou por aqui. No lançamento do peso masculino, Ryan Crouser (líder do ano com 22.74), venceu com 22,13 metros, derrotando o neozelandês Tom Walsh (22,06); outro norte-americano, Sam Kendricks venceu o salto com vara (5,80); o turco Ramil Guliyev venceu os 200 metros (19,99, v: +1,3); a jamaicana Danielle Williams venceu os 100 m barreiras em 12,66 segundos; e a colombiana Caterine Ibarguen venceu o salto em comprimento com 6,76 metros, mais dois centímetros que a ucraniana Maryna Bekh-Romanchuk (6,74).

Surpreendente o triunfo da jovem (17 anos) ucraniana Yaroslava Mahuchikh (campeã mundial e europeia sub18) no salto em altura, com a sua melhor marca ao ar livre (1,96), perto do seu recorde pessoal (1,99, obtido em pista coberta).