DNA esse “papão” dos Jogos Europeus Minsk’2019

Depois do “fracasso” que residiu na inclusão da III Liga do Campeonato de Seleções na I edição dos Jogos Europeus, os seus mentores lançaram um desafio à modalidade para a sua inclusão no programa dos II Jogos Europeus, previstos para a Holanda, mas que acabaram por ser organizados pela Bielorrússia.

O desafio levou a trocas de ideias de várias entidades com vários pressupostos em cima da mesa: sustentabilidade, rentabilidade, visibilidade e duração.

Achado um formato – que dizem alargado, mas que muitas entidades desconheceram… -, nos últimos três anos foram implementados alguns testes competitivos com alguma relevância, um deles em Portugal.

Na altura, eram várias as propostas, mas todas elas mereceram reprovação das federações europeias, especialmente as que envolviam práticas pouco tradicionais.

Com as conclusões retiradas das fases de teste, o DNA acabou por chegar a uma versão final, que será implementada nos Jogos Europeus de Minsk’2019 pela primeira vez.

O programa em si é muito simples e pretende durar, no máximo, duas horas, subdividindo as 24 seleções que aceitaram participar no evento em quatro grupos de seis. Refira-se que, da final do Campeonato de Seleções do ano passado, apenas a Grã-Bretanha não estará presente.

A dinâmica de cada encontro

Cada grupo de seis seleções tem o seu momento competitivo, denominado encontro. A primeira das provas é os 100 metros masculinos, seguindo-se o comprimento (meia-hora de aquecimento, 15 minutos de competição), dividido em sub-grupos de 3, com cada atleta a ter três ensaios (1’15” por ensaio), em competição direta com cada um dos outros elementos das outras seleções. Os resultados alcançados (não pela marca, mas sim pelas vitórias – 3 pontos -, empates – 1 ponto, e derrotas – 0 pontos) classificarão os atletas para os três saltos finais, defrontando-se os dois terceiros dos dois sub-grupos para o quinto e sexto lugares, depois os dois segundos, para o terceiro e quarto lugares, os dois vencedores dos subgrupos para definir o primeiro e segundo lugares. Estes três saltos (em que cada atleta tem um minuto para o seu ensaio) realizam-se depois da prova de 100 metros femininos.

Segue-se o dardo feminino, exatamente nos mesmos moldes do comprimento, com a final a disputar-se depois da estafeta mista 4×400 metros.

Após a final do dardo realizam-se os 110 metros barreiras, seguindo-se os confrontos do salto em altura (aqui sim, um formato “esquisito”, em que os atletas escolhem a altura que pretendem passar, sem que o oponente saiba, e têm três tentativas para o concretizar), também com confrontos diretos, nos mesmos moldes dos restantes concursos, ao que se segue a prova de 100 metros barreiras e depois as finais (confrontos para os 5e 6º, 3º e 4º e 1º e 2º) de altura.

Até aqui, oito provas concluídas, as equipas somam pontos. No final de cada prova, o vencedor tem 12 pontos, o segundo tem 10, o terceiro tem oito, o quarto seis, o quinto tem quatro pontos, o sexto soma dois.

De acordo com a sua pontuação, as equipas vão para a última prova, “perseguição” (800 m – homem; 600 m – mulher; 400 metros – homem; 200 m – mulher), colocadas na partida dos 800 metros em corredores individuais, mas partirão num sistema de handicap (cada ponto de diferença para a equipa com maior pontuação tem 0,333 segundos de penalização), podendo acontecer a segunda equipa partir cinco segundos depois e a terceira 12 segundos depois.

O final desta corrida decide o vencedor do encontro.

As qualificações deste DNA são num único dia (23 de junho), em quatro encontros. Os vencedores e os segundos melhores de cada um destes encontros seguem diretamente para as meias-finais, enquanto os outros, colocados nos três encontros de quartos de final (repescagem) por ordem classificativa no final das oito provas (portanto, antes da perseguição), têm nova ronda de encontros (três), com tudo a decorrer no dia 25 de junho, passando para as meias-finais os dois primeiros de cada um destes encontros.

Ainda no final do primeiro dia de qualificação serão atribuídas medalhas aos três melhores, no conjunto dos quatro encontros, de cada disciplina individual e de estafetas.

As meias-finais, no dia 26 de junho, apurarão os três primeiros de cada uma delas para a final global (do dia 28 de junho).

A equipa de Portugal

Este DNA permite a participação de oito atletas femininos, sete masculinos e seis reservas, sendo que a equipa portuguesa é constituída por:

Provas individuais masculinas: Carlos Nascimento – Sporting CP (100 metros); Vitor Korst – SL Benfica (110 m barreiras); Paulo Conceição – SL Benfica (altura). 

Provas individuais femininas: Lorene Bazolo – Sporting CP (100 m); Olímpia Barbosa – Sporting CP (100 m barreiras); Evelise Veiga – Sporting CP (comprimento); Cláudia Ferreira – Sporting CP (dardo).

Estafeta mista de 4×400 metros: João Coelho – SL Benfica; Ricardo dos Santos – SL Benfica; Cátia Azevedo – Sporting CP; Rivinilda Mentai – SL Benfica.

The Hunt (perseguição): José Carlos Pinto – SL Benfica; Mauro Pereira – SL Benfica; Joana Carlos – Juventude Vidigalense; Patrícia Silva – SL Benfica.

Reservas: Jessica Barreira – Sporting CP; Diogo Pinhão – SL Benfica; Pedro Bernardo – Sporting CP; Tiago Pereira – Sporting CP; Andreia Crespo – Sporting CP.

Portugal está no encontro quatro (início às 18 horas portuguesas), com Espanha, Ucrânia, Turquia, Bulgária e Dinamarca.

A página destinada ao DNA – European Games tem os regulamentos, apresentação das provas, inscrições por prova e por seleção.

Foto: Federação Portuguesa de Atletismo