José Gaspar e Palmira Quinhama vencem Ultra Maratona Atlântica

Partida da Ultra Maratona Atlântica

Padrinhos Paulo Guerra e Manuela Machado correram prova de 15 km, que conheceu Bruno Paixão e Inês Marques como vencedores

As praias alentejanas entre Melides e Tróia estiveram particularmente ativas neste dia de forte calor, com a realização da Ultra Maratona Atlântica, prova realizada entre as praias de Melides e de Bico das Lulas (Tróia).

José Gaspar, do Odimarq, vencedor em 2015 e 2016, conseguiu hoje a sua terceira vitória na prova, terminando abaixo das três horas (2.59.40 horas), no seu segundo resultado de sempre. José Gaspar, de 43 anos, ausente nas últimas duas edições, “por lesão, uma, por estar a recuperar de uma operação, noutra”, isolou-se muito cedo, na primeira fase do percurso, precisamente naquela que tinha a areia mais solta, portanto de mais difícil progressão.

A partir daí Gaspar controlou a corrida, para terminar com mais de dez minutos de vantagem sobre o segundo classificado, Carlos Papacinza, do Beja AC (3.10.21), e ainda mais de Edgar Matias, do S. Francisco da Serra (3.16.47).

No final da corrida, o vencedor afirmou que «depois de fugir logo nos primeiros quilómetros, o objetivo era controlar a corrida. Os primeiros 12 km foram difíceis, mas depois a maré baixa deixou a areia compacta, como o alcatrão da estrada, e o ritmo foi mais fácil de manter. Estou contente por esta terceira vitória, principalmente pela impossibilidade de aqui correr nos anos anteriores».

Em femininos, o triunfo pertenceu a uma estreante na prova, Palmira Quinhama, que cortou a meta com a marca de 3.48.42 horas, quase um minuto menos que a segunda classificada, Liliana Verissimo (3.49.37), com Amélia Costa (Alto do Moinho) a subir ao último lugar do pódio (4.27,57).

Estreante na prova, Palmira apenas correu algumas provas de estrada, algumas meias e uma maratona nos seus 41 anos de vida, encontrou-se com o trail este ano (fez três), e para ela foi «uma surpresa agradável o triunfo (não estava à espera, mas consegui controlar o ritmo. Sem experiência neste tipo de pisos, foi um excelente desfecho».

Várias dezenas de atletas correram nesta prova de 43 quilómetros, entre eles os totalistas dos 15 anos da competição, Rui Freitas, Jaime Lamego e Sérgio Tomás.

 

 

Inês Marques “rainha” dos 15 km

 

Na Corrida Atlântica, de 15 km, entre as praias da Comporta e de Tróia (Bico das Lulas), com grande participação em relação aos anos anteriores, registou-se o triunfo de Bruno Paixão, do Beja AC, que se isolou logo a partir dos primeiros metros da corrida, marcando um ritmo forte, sempre muito isolado, cortando a meta com o tempo de 50.15 minutos, recorde da competição (beneficiando muito da baixa mar, com a areia totalmente plana e compacta) em mais de quatro minutos (o anterior máximo era de 54.25 e pertencia a João Cruz desde 2014. O segundo classificado, Jorge Robalo, do Vitória de Setúbal, ficou a 40 segundos (50.55), enquanto Emanuel Diogo (S. Francisco da Serra) foi um distante terceiro (56.29).

«Já não vinha cá há uns anos. Este ano houve interesse do clube, que pretendia chegar a todos os pódios. Apesar de estar num bom momento de forma encarei esta corrida de forma diferente, para disfrutar de toda a paisagem, que é magnifica e chegava a puxar por um “mergulhinho”, sentindo toda a adrenalina de aqui estar a correr na areia», afirmou o vencedor da Corrida Atlântica.

Em femininos, a Corrida Atlântica só conhece uma vencedora: Inês Marques. A atleta, mais conhecida no mundo do trail running, é a vencedora de todas as edições da prova e este ano conseguiu o recorde do percurso, terminando em 1.00.35 horas (o anterior, 1.03.05, pertencia-lhe desde 2015).

Para ela, esta vitória «é excelente, num percurso e numa paisagem que muito me motiva», afirmou a atleta que depois foi apoiar os pais, que participaram na Ultra Maratona Atlântica.

Subiram ao pódio com Inês Marques as atletas Manuela Machado (1.08.40) e Margarida Amaro (1.12.45).

Manuela Machado, campeã mundial e europeia de maratona, madrinha da competição, até correu os 15km e no final estava feliz com essa sua prestação. «Não tinha previsto correr a prova, mas ainda bem que o fiz, pois foi muito agradável. O piso estava excelente, e senti-me sempre muito bem. A companhia também foi agradável», referiu no final, enaltecendo a companhia do outro padrinho da prova, Paulo Guerra, que fez o percurso todo com Manuela Machado.

No final, a vereadora do Desporto da Câmara Municipal de Grândola, Carina Batista, agradeceu «a todos os participantes, patrocinadores e parceiros, prestadores de serviços e funcionários do município que muito fizeram pelo sucesso desta prova».

 

Texto: comunicação da Ultra Maratona Atlântica

Fotos: António Fernandes e Marcelino Almeida