Rui Pinto renova título na S. Silvestre da Amadora

rui pinto na amadora
Rui Pinto (arquivo)

Grande festa na S. Silvestre da Amadora, que voltou a recrear os seus bons velhos tempos, com milhares de pessoas ao longo das ruas, até mesmo ao longo da mítica subida dos comandos, que há alguns anos não apresentava esta moldura humana, que puxava e incentivava os atletas a continuarem a sua corrida.

Por isso não espanta as palavras do vencedor da prova, Rui Pinto, do Benfica, que enaltece «ver tanto público na rua é espectacular. E é o que mais desejo, que haja muitas pessoas a caminhar, a correr e também muito público, porque é isso que nos motiva ainda mais e incentiva a darmos o nosso melhor».

E, de facto, se o público regressa à rua aos milhares para apoiar os corredores da S. Silvestre da Amadora é porque vê nela ídolos que importa realçar, e o benfiquista Rui Pinto, com o seu terceiro triunfo em quatro anos (o segundo consecutivo), também contribui bastante para esse facto.

Este ano, o atleta do Benfica – que dois dias antes venceu a S. Silvestre de Viana do Castelo – cortou a meta em 30.11 segundos, menos 14 segundos que há um ano (o percurso foi igual ao do ano passado), à frente do seu colega de treino, Licínio Pimentel, do Sporting, com outro benfiquista, Eduardo Mbengani, a subir ao terceiro lugar do pódio.

Pódio masculino

Na quarta posição chegou André Costa, do Clube de Praças da Armada, que este ano já venceu os 20 km de Almeirim, impondo-se a Andrelino Furtado (Sporting) e Hugo Almeida (SC Braga). O amadorense Hugo Correia (Sporting), terceiro no ano passado foi agora sétimo.

Inês estreia-se no quadro de honra

Em femininos, o triunfo na S. Silvestre da Amadora sorriu a Inês Monteiro, que se estreia na galeria dos vencedores. A sportinguista partiu rápido, andou isolada, mas ao ver a sua colega de equipa Ana Mafalda Ferreira aproximar-se perto dos três quilómetros, para não se desgastar demasiado, fez o resto do percurso com ela.

«Não foi uma prova muito dura, até foi mesmo uma prova bonita de fazer», referiu a atleta, explicando que estava na expectativa do resultado final «porque respeito sempre as minhas adversárias, e porque vinha de uma prova no Funchal, com viagens pelo meio, que deixam sempre algum cansaço».

Mas, face ao seu nível actual, e como «vinha com ambição de ganhar», a atleta acabou mesmo por se distanciar na parte final da prova cortando a meta com quatro segundos de vantagem sobre a segunda, Ana Mafalda Ferreira, com a veterana Carla Martinho, do Recreio Desportivo de Águeda, que 24 horas antes vencera a S. Silvestre de Coimbra.

Pódio feminino

Corridas para os mais pequenos

Esta S. Silvestre da Amadora estreou a corrida para os mais pequenos, com quatro pequenas provas, para jovens dos 6 aos 14 anos, e no último escalão, infantis, o primeiro atleta a chegar, Bruno, honrou o nome dos seus pais, Domingos Castro e Delfina Joaquim.

O júnior Castro

Resultados principais

Resultados completos na página da prova.

Entretanto podem ver a reportagem fotográfica do ammagazine.pt de toda a prova amadorense.